Torno a escrever meu verso entristecido.
Tudo me afeta violentamente!
Qualquer riso meu sumira de repente,
Meu contentamento desaparecido.
Falsa ilusão de que das mãos escapa
Minha alegria e autoconfiança
Quando, na verdade, nunca a segurança
Esteve guardada nestas mãos atadas.
Em cada segundo sinto desventura,
Vejo em cada canto um tanto de amargura,
Sinto em cada parte minha alguma morte.
Ah! Se falecer se faz assim preciso,
Cada dor que trago, com as quais convivo,
Há de alguma hora ser a minha sorte.
Por Mao Punk: Decidi divulgar poesias minhas por email para alguns amigos. Uma amiga, LOah, criou esse blog com tais poesias e me permitiu editá-lo. VALEU,LOAH! Você me ajudou a expandir a expressão! Eis poesias que escrevi entre 2006 aos dias de hoje. Estão fora de cronologia,mas a expressão é livre para isso! Mais uma vez, valeu, LOah! E obrigado a todxs que leem o blog! Sem vocês a expressão ficaria limitada! PAZ E ANARQUIA!
Respeite a arte! Ao reproduzir em outros lugares a obra de algum artista, cite o autor. Todas as poesias aqui presentes foram escritas por Mao Punk.
Visite também meu blog de textos: RESQUÍCIOS DEPRESSIVOS, SUJOS E NOJENTOS .
Textos que expõem a fragilidade e indecência humanas de forma irônica, metafórica e sem embelezamentos.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
POSSIBILIDADES
Preciso de poesia,
Preciso sumir,
Preciso de asas!
Qualquer grama minha,
Qualquer céu distante,
Qualquer nada disso.
Quero aquilo ali,
Quero coisa alguma,
Quero não ser isso.
Ser o que se for,
Ir como se vai,
Vou como não sei...
Deem-me versos novos,
Deem-me companhias,
Deem-me solidão.
Deixem-me morrendo
Dessa vida escrava
Pra viver feliz.
Haja equilíbrio
E haja tudo aquilo
Que nunca terei.
O que é belo morre,
Nada se resolve
Se não for morrer...
Preciso sumir,
Preciso de asas!
Qualquer grama minha,
Qualquer céu distante,
Qualquer nada disso.
Quero aquilo ali,
Quero coisa alguma,
Quero não ser isso.
Ser o que se for,
Ir como se vai,
Vou como não sei...
Deem-me versos novos,
Deem-me companhias,
Deem-me solidão.
Deixem-me morrendo
Dessa vida escrava
Pra viver feliz.
Haja equilíbrio
E haja tudo aquilo
Que nunca terei.
O que é belo morre,
Nada se resolve
Se não for morrer...
domingo, 24 de julho de 2011
VINTE E TRÊS DE JULHO
Ah, fome tinha! O que me restava?
Qualquer confusão se fazia presente.
Nada alimentava meu dia, somente
Sentia a incerteza que me acompanhava.
Ah, fome tinha! Fazia algum tempo
Que o alimento me havia faltado.
O que consegui, em um breve passado,
Não me saciava por este momento.
Ah, fome tinha! Poética fome
Que em mim se fizera, que quase não some,
A fome de um beijo, algo que esperei.
Ah, fome tinha! Minha boca vazia
Encheu-se de gosto em tua companhia
E por tua boca eu me alimentei!
Qualquer confusão se fazia presente.
Nada alimentava meu dia, somente
Sentia a incerteza que me acompanhava.
Ah, fome tinha! Fazia algum tempo
Que o alimento me havia faltado.
O que consegui, em um breve passado,
Não me saciava por este momento.
Ah, fome tinha! Poética fome
Que em mim se fizera, que quase não some,
A fome de um beijo, algo que esperei.
Ah, fome tinha! Minha boca vazia
Encheu-se de gosto em tua companhia
E por tua boca eu me alimentei!
quinta-feira, 21 de julho de 2011
MAIS JANEIROS
Ah! Se existissem mais janeiros
Nesses meses tão alheios,
Se existissem mais sorrisos,
Nesses lábios mais vermelho,
Nessas mãos houvesse flores,
Pela estrada mais canteiros,
Nesses cantos mais anseios,
Nos anseios mais caminhos,
Nos caminhos mais janeiros...
Nesses meses tão alheios,
Se existissem mais sorrisos,
Nesses lábios mais vermelho,
Nessas mãos houvesse flores,
Pela estrada mais canteiros,
Nesses cantos mais anseios,
Nos anseios mais caminhos,
Nos caminhos mais janeiros...
segunda-feira, 11 de julho de 2011
SONETO EM FORMA DE BUQUÊ
Daria mais mil flores, fosse necessário,
Mais mil bem-quereres, mais mil cores vivas,
Todos os jardins do mundo te traria
Para ter um riso teu tão desejado.
Não me cabe em mãos este buquê que trago,
Talvez este vasto mundo não suporte
Esta primavera de esperança e sorte
Que te ofereço p'ra te ser afago.
Neste encontro vivo de fragrâncias frescas
És dona da flora, a própria natureza
Que tão belamente a mim se apresenta,
Pois de tua boca nascem mil florestas
Que floreiam o peito deste teu poeta:
De tua existência o verso se alimenta!
quinta-feira, 7 de julho de 2011
TRÊS SAUDADES QUE CARREGO
Logo o dia acorda, sinto pelo vento,
Numa utopia que me atinge a alma,
Cinzas d'uma flor que já trouxera calma,
Hoje só memórias de longínquo tempo.
Quando anoitece, o céu, em seu lamento
Ou quiçá sorrindo, desprezando traumas,
Mostra mil estrelas, brilho que se espalma,
Marca em minha mente sombras d'um tormento.
Eis que em meu recanto, abrigo ou relento,
Minha poesia, riso e sofrimento,
Surge nesta hora, ela que me acalma!
Toca-me o peito. Em novo movimento
Escrevo outro pesar, mais outro desalento.
Oh! Quanta saudade cabe numa alma?
Numa utopia que me atinge a alma,
Cinzas d'uma flor que já trouxera calma,
Hoje só memórias de longínquo tempo.
Quando anoitece, o céu, em seu lamento
Ou quiçá sorrindo, desprezando traumas,
Mostra mil estrelas, brilho que se espalma,
Marca em minha mente sombras d'um tormento.
Eis que em meu recanto, abrigo ou relento,
Minha poesia, riso e sofrimento,
Surge nesta hora, ela que me acalma!
Toca-me o peito. Em novo movimento
Escrevo outro pesar, mais outro desalento.
Oh! Quanta saudade cabe numa alma?
sábado, 25 de junho de 2011
SONETO PARA CAROLINA
Caso abrace, Carolina,
Tanto o riso quanto o pranto,
Há de sentir qualquer encanto
Em cada lágrima descida.
Em toda dor, toda ferida,
Há de encontrar algum recanto
E soará belo acalanto:
Um riso em uma despedida
Da aflição que te dói tanto.
As lágrimas serão teu manto
A anunciar a dor perdida.
Oh, Carolina! O meu espanto
É descobrir agora o quanto
O teu sorriso me traz vida!
Tanto o riso quanto o pranto,
Há de sentir qualquer encanto
Em cada lágrima descida.
Em toda dor, toda ferida,
Há de encontrar algum recanto
E soará belo acalanto:
Um riso em uma despedida
Da aflição que te dói tanto.
As lágrimas serão teu manto
A anunciar a dor perdida.
Oh, Carolina! O meu espanto
É descobrir agora o quanto
O teu sorriso me traz vida!
quinta-feira, 23 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
MEU SORRISO PARA CAROLINA
Se o sorriso meu te traz felicidade
Deixe então brotar um riso em teu rosto
Pois de teu sorriso foge meu desgosto,
Sem o meu desgosto um riso, nunca tarde,
Surge em meu semblante. Pois então sorria!
Cada riso teu é o fim da própria morte
A trazer conforto e renovar minha sorte
Pois em teu sorriso há mais de minha alegria.
Se o meu sorriso é boa referência
Para te fazer sorrir com excelência,
Peço que sorria incontidamente
Já que eu me encontro de sorriso aberto
Por algumas horas eu te ter por perto
E por eu guardar teu riso em minha mente.
domingo, 12 de junho de 2011
AMPARO
O que me acontece não é planejado.
O que me acontece é a vida que se oferece.
E a vida - ora, a vida! - não se pode negar.
Não há como negar vontades,
Não há como negar confusões,
Não há como negar as dúvidas.
A vida só se faz assim, súbita e inesperada.
Do contrário é a morte, certeza indesejada.
***
Em minha existência cabem dores,
Bem mais do que posso pensar ser possível.
E cabe mais vida do que já tive,
Mais finais, mais histórias.
O que faço? Já não sei.
Mas sei que faço o que me cabe.
O que me acontece é a vida que se oferece.
E a vida - ora, a vida! - não se pode negar.
Não há como negar vontades,
Não há como negar confusões,
Não há como negar as dúvidas.
A vida só se faz assim, súbita e inesperada.
Do contrário é a morte, certeza indesejada.
***
Em minha existência cabem dores,
Bem mais do que posso pensar ser possível.
E cabe mais vida do que já tive,
Mais finais, mais histórias.
O que faço? Já não sei.
Mas sei que faço o que me cabe.
sábado, 4 de junho de 2011
TROVA PARA INICIAR O DIA ou TROVA PARA INICIAR UM ROMANCE
Hoje o galo já cantou,
O Sol também já nasceu
E o dia não começou
Pois falta um carinho seu.
O Sol também já nasceu
E o dia não começou
Pois falta um carinho seu.
domingo, 29 de maio de 2011
JARDIM BRANCO
Se todo o meu jardim fosse branco
Que mal teria? Digo mal nenhum!
Eu posso pintá-lo como quiser!
Eu posso pintá-lo de grave e agudo,
Posso pintá-lo de doce e salgado!
É meu o jardim branco-universo.
Tão meu esse lindo universo-jardim.
O receio com som de flauta-doce
Tem gosto de sal de outros mares.
Minha flauta-salgada toca agora
Colorindo o branco que havia.
Sinestesia! Sinestesia!
Eu sou a flor e a flauta,
Sou o açúcar e o sal,
Sou os barulhos gostosos,
Sou o sabor colorido...
E meu jardim é tão meu,
O meu jardim é tão eu,
O jardim eu sou tão lá,
Lá eu sou cá a voar.
Se todo o meu jardim fosse branco...
Que mal teria? Digo mal nenhum!
Eu posso pintá-lo como quiser!
Eu posso pintá-lo de grave e agudo,
Posso pintá-lo de doce e salgado!
É meu o jardim branco-universo.
Tão meu esse lindo universo-jardim.
O receio com som de flauta-doce
Tem gosto de sal de outros mares.
Minha flauta-salgada toca agora
Colorindo o branco que havia.
Sinestesia! Sinestesia!
Eu sou a flor e a flauta,
Sou o açúcar e o sal,
Sou os barulhos gostosos,
Sou o sabor colorido...
E meu jardim é tão meu,
O meu jardim é tão eu,
O jardim eu sou tão lá,
Lá eu sou cá a voar.
Se todo o meu jardim fosse branco...
sexta-feira, 20 de maio de 2011
SONETO MAIS QUE SEM GRAÇA
Aguardo em um anseio quase incontrolável
Algo que me venha completar os versos.
Dias não escrevo, ora estou disperso,
Falho e não redijo algo tão palpável.
Espero ansioso um sopro agradável,
Intenso inspirar que surja em um acesso
Pois tal dura falta é algo que não meço.
Onde andas tu, poema indomável?
Nesta condição doída, inefável,
Busco que o poema seja admirável
Mas inspiração me falta e confesso
Que aqui aguardo um lapso, incansável,
Qual possa criar o verso adorável
Dando o que preciso e o que tanto peço.
Algo que me venha completar os versos.
Dias não escrevo, ora estou disperso,
Falho e não redijo algo tão palpável.
Espero ansioso um sopro agradável,
Intenso inspirar que surja em um acesso
Pois tal dura falta é algo que não meço.
Onde andas tu, poema indomável?
Nesta condição doída, inefável,
Busco que o poema seja admirável
Mas inspiração me falta e confesso
Que aqui aguardo um lapso, incansável,
Qual possa criar o verso adorável
Dando o que preciso e o que tanto peço.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Olá, leitorxs!
Essa não é uma postagem com alguma poesia nova. Essa é uma postagem para compartilhar com vocês a publicação do livro "Do Fundo da Nossa Alma", da Belacop Livros.
Há alguns meses participei de um concurso de poesias da Belacop, onde os selecionados teriam suas poesias publicadas em um livro.
Enfim o livro saiu! Duas de minhas poesias foram publicadas nesse volume.
Estou aqui registrando esse acontecimento pois para mim é uma alegria ter minhas expressões quebrando fronteiras, expandindo e atingindo os olhos (quiçá os sentimentos) de novxs leitorxs.
Agradeço a todxs que me apoiaram, que ajudaram e que leem meu blog!
As poesias selecionadas e publicadas no livro são as seguintes:
AO SORRISO DA BAILARINA
POÉTICA ANTÍTESE
É só clicar no título da poesia para ler ou reler os versos.
Beijos para todxs! Paz e Anarquia!
Essa não é uma postagem com alguma poesia nova. Essa é uma postagem para compartilhar com vocês a publicação do livro "Do Fundo da Nossa Alma", da Belacop Livros.
Há alguns meses participei de um concurso de poesias da Belacop, onde os selecionados teriam suas poesias publicadas em um livro.
Enfim o livro saiu! Duas de minhas poesias foram publicadas nesse volume.
Estou aqui registrando esse acontecimento pois para mim é uma alegria ter minhas expressões quebrando fronteiras, expandindo e atingindo os olhos (quiçá os sentimentos) de novxs leitorxs.
Agradeço a todxs que me apoiaram, que ajudaram e que leem meu blog!
As poesias selecionadas e publicadas no livro são as seguintes:
AO SORRISO DA BAILARINA
POÉTICA ANTÍTESE
É só clicar no título da poesia para ler ou reler os versos.
Beijos para todxs! Paz e Anarquia!
sexta-feira, 6 de maio de 2011
SONETO DO ADEUS CONCRETO
Minha poesia de adeus é triste,
Não pelo adeus que em si já me afeta
Mas por esta mágoa que se acarreta
Pela indiferença que me admitiste.
Dos afetos dados, qual feriu teu ego?
Quais de meus carinhos tem nos afastado?
Quantos destes tantos beijos foram dados
Sem merecimento algum de meu apego?
Já que estive só estando a teu lado
E não te tocara todo meu agrado,
Dou-te adeus. Embora meu semblante
Seja triste, fico aliviado
Pois prefiro estar acabrunhado
Que beijar a quem me quer distante.
Não pelo adeus que em si já me afeta
Mas por esta mágoa que se acarreta
Pela indiferença que me admitiste.
Dos afetos dados, qual feriu teu ego?
Quais de meus carinhos tem nos afastado?
Quantos destes tantos beijos foram dados
Sem merecimento algum de meu apego?
Já que estive só estando a teu lado
E não te tocara todo meu agrado,
Dou-te adeus. Embora meu semblante
Seja triste, fico aliviado
Pois prefiro estar acabrunhado
Que beijar a quem me quer distante.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
CAUSA MORTIS
Todo dia é dia de viver e morrer.
Todo dia é um fim.
Fim do dia, fim da vida.
Morrer, acordar...
sonhando! Viver(?).
Todo dia é dia. E nós ainda
Vivemos em nossa própria morte.
Morremos de nossa própria vida.
Todo dia é um fim.
Fim do dia, fim da vida.
Morrer, acordar...
sonhando! Viver(?).
Todo dia é dia. E nós ainda
Vivemos em nossa própria morte.
Morremos de nossa própria vida.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
ODE AOS LOUCOS E À SUA DEUSA
Agradeço aos loucos
Por serem eles a melhor parte de tudo.
Agradeço as palavras quase desconexas,
As visões, miragens, previsões,
Agradeço suas lágrimas súbitas,
Seus sorrisos a qualquer cor do dia,
Agradeço ainda o restante de inocência
(Pois os loucos conservam uma inocência
Que pessoa nenhuma sabe o que é).
Os loucos compreendem que a vida não é um jogo,
Eles sabem que omitir é fraqueza mundana
E também é mundano não ser o que se é.
Os loucos se entregam totalmente aos sentimentos,
Porque a entrega total é Loucura.
Porque a Loucura é algo total, nunca algo pela metade.
Os loucos são incompreendidos,
Mas têm a compreensão de tudo.
Loucos são pedaços inteiros de sinceridade.
Os loucos se expressam.
Às vezes de forma bem primária.
Mas forma é só estética,
O valor é transcendente.
Alguns loucos escrevem. Escrevem mal.
Alguns escrevem bem. O que importa?
A Loucura, bem maior, não oprime.
A Loucura liberta, abraça, beija,
A Loucura acaricia, envolve, morde,
A Loucura – deusa! – fode gostoso
E oferece tudo o que precisamos.
Por serem eles a melhor parte de tudo.
Agradeço as palavras quase desconexas,
As visões, miragens, previsões,
Agradeço suas lágrimas súbitas,
Seus sorrisos a qualquer cor do dia,
Agradeço ainda o restante de inocência
(Pois os loucos conservam uma inocência
Que pessoa nenhuma sabe o que é).
Os loucos compreendem que a vida não é um jogo,
Eles sabem que omitir é fraqueza mundana
E também é mundano não ser o que se é.
Os loucos se entregam totalmente aos sentimentos,
Porque a entrega total é Loucura.
Porque a Loucura é algo total, nunca algo pela metade.
Os loucos são incompreendidos,
Mas têm a compreensão de tudo.
Loucos são pedaços inteiros de sinceridade.
Os loucos se expressam.
Às vezes de forma bem primária.
Mas forma é só estética,
O valor é transcendente.
Alguns loucos escrevem. Escrevem mal.
Alguns escrevem bem. O que importa?
A Loucura, bem maior, não oprime.
A Loucura liberta, abraça, beija,
A Loucura acaricia, envolve, morde,
A Loucura – deusa! – fode gostoso
E oferece tudo o que precisamos.
domingo, 24 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
VERSOS DE BOA NOITE
Ora fez-se a luz na noite escura,
Se houvesse flor, floresceria!
Onde não houvesse, surgiria
Quando assim brilhasse tal alvura.
Onde havia voz, fez-se silêncio.
Tudo o que havia contemplava
Cada raio raro que raiava
No encanto infindo do momento.
Mas não era a Lua, pois a mesma,
Ao se deparar com tal beleza,
Apagou-se a tempo, envergonhada.
Não há luas, nem sequer estrelas,
Mesmo havendo entusiasmo ao vê-las,
Que superem Vivian em sua alçada.
Se houvesse flor, floresceria!
Onde não houvesse, surgiria
Quando assim brilhasse tal alvura.
Onde havia voz, fez-se silêncio.
Tudo o que havia contemplava
Cada raio raro que raiava
No encanto infindo do momento.
Mas não era a Lua, pois a mesma,
Ao se deparar com tal beleza,
Apagou-se a tempo, envergonhada.
Não há luas, nem sequer estrelas,
Mesmo havendo entusiasmo ao vê-las,
Que superem Vivian em sua alçada.
ALÍVIO
Moça tão bela,
Ele te espera!
Ele espera toda sua sensibilidade
E todos os céus que possa oferecer!
Ele espera teu beijo
E você o dele,
Porque o beijo é um só
E pertence aos dois.
Ele espera sua presença,
Essa presença que você não espera.
E não espera porque já sente!
Você já sente a sua presença
Em cada ato realizado.
E no próximo ato há mais presença:
Um beijo onde não estarão um com o outro,
Mas um no outro, um é o outro,
Outro são dois, dois será um,
Pois quando você se aproxima
As coisas se enlaçam.
Moça tão bela,
Ele te espera!
E eu os festejo.
Ele te espera!
Ele espera toda sua sensibilidade
E todos os céus que possa oferecer!
Ele espera teu beijo
E você o dele,
Porque o beijo é um só
E pertence aos dois.
Ele espera sua presença,
Essa presença que você não espera.
E não espera porque já sente!
Você já sente a sua presença
Em cada ato realizado.
E no próximo ato há mais presença:
Um beijo onde não estarão um com o outro,
Mas um no outro, um é o outro,
Outro são dois, dois será um,
Pois quando você se aproxima
As coisas se enlaçam.
Moça tão bela,
Ele te espera!
E eu os festejo.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
O ERRO DA BUSCA POR INSPIRAÇÃO EM LIVROS
Procuro em vão inspiração que possa
Tirar-me cá deste vazio de versos.
Quão mais em livros busco algum progresso,
Mais reconheço, mesmo que à força,
Que meu versar qual caprichoso abrigo
É mais adorno, menos arte em suma.
É mais lamento, mais a pena dura
De algum desejo que trago comigo.
Poetizar de jeito extr'ordinário
Eu bem intento, assim reconheço
Que em belos livros poderei, no mais,
Achar poemas de sentidos vários.
Mas sendo alheios tornam-se contrários
A meu lirismo. Inspiração jamais!
Tirar-me cá deste vazio de versos.
Quão mais em livros busco algum progresso,
Mais reconheço, mesmo que à força,
Que meu versar qual caprichoso abrigo
É mais adorno, menos arte em suma.
É mais lamento, mais a pena dura
De algum desejo que trago comigo.
Poetizar de jeito extr'ordinário
Eu bem intento, assim reconheço
Que em belos livros poderei, no mais,
Achar poemas de sentidos vários.
Mas sendo alheios tornam-se contrários
A meu lirismo. Inspiração jamais!
domingo, 27 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
MOÇAS EM MINHA CAMA
Deixem-me dormir, moças, por favor!
Qualquer outra hora irei lhes atender.
Deixem essa cama e o cobertor
Para que meu sono possa acontecer.
Façam o silêncio mais absoluto.
Não quero ouvir nenhum tum-tum-tum.
Quero desmaiar em um sono profundo,
Ter esse direito agora e mais nenhum.
Moças, eu imploro a vossa compaixão.
Não quero tumulto dentro do meu quarto.
Quando o Sol raiar por essa escuridão
Darei atenção melhor a qualquer fato.
Pois já é bastante ter a luz do dia
Para me perder por entre seus encantos.
Ainda por cima roubam a poesia!
Fiquem co'estes versos, deixem-me num canto!
Qualquer outra hora irei lhes atender.
Deixem essa cama e o cobertor
Para que meu sono possa acontecer.
Façam o silêncio mais absoluto.
Não quero ouvir nenhum tum-tum-tum.
Quero desmaiar em um sono profundo,
Ter esse direito agora e mais nenhum.
Moças, eu imploro a vossa compaixão.
Não quero tumulto dentro do meu quarto.
Quando o Sol raiar por essa escuridão
Darei atenção melhor a qualquer fato.
Pois já é bastante ter a luz do dia
Para me perder por entre seus encantos.
Ainda por cima roubam a poesia!
Fiquem co'estes versos, deixem-me num canto!
segunda-feira, 21 de março de 2011
TROVEJANDO VERSOS
A tudo que existe há poesia.
Que ruim seria se não fosse assim!
A trova breve que surge no dia
Será uma ode quando for meu fim.
Que ruim seria se não fosse assim!
A trova breve que surge no dia
Será uma ode quando for meu fim.
quarta-feira, 16 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
APENAS UM DESABAFO SAUDOSO À MINHA AMÁVEL IRMÃ LAURA
Querida irmã, é com saudade que lhe escrevo.
Há tempos não falamos coisas confidenciais.
Recordo, com carinho, nosso último abraço
E aquela sensação que não esquecerei jamais.
Recordas, irmã querida, nossas tardes de conversa?
E quando me acalmaste quando o coração partiu?
Acaso tu não lembres, não faz mal, pois eu garanto
Que nada apagará aquela paz que se sentiu.
Eu lembro quando tudo o que mais me animava
Era saber que estavas a cuidar de teu irmão,
Fosse com a paciência de escutar minhas palavras
Ou mesmo no encanto de prestar tua atenção.
Mas hoje, linda irmã, sabe-se que o tempo é outro.
Já não mais nos falamos. Tanta vida aconteceu...
E em noites como esta, em que me sinto mais sensível,
A tua falta dói, reclama um abraço o irmão teu.
Contudo, cara Laura, estarei sempre contigo
E mesmo se esqueceres, lembrarei sempre de ti.
Sou grato pelos anos em que estiveste em minha vida
E com amor, p'ra sempre, estarás presente em mim.
Perdão pela falta de harmonia em minhas linhas,
Mas a saudade é tanta que não pude nem pensar!
Acaso me perguntem se isso é uma poesia,
Responderei que não. É só um peito a soluçar.
Há tempos não falamos coisas confidenciais.
Recordo, com carinho, nosso último abraço
E aquela sensação que não esquecerei jamais.
Recordas, irmã querida, nossas tardes de conversa?
E quando me acalmaste quando o coração partiu?
Acaso tu não lembres, não faz mal, pois eu garanto
Que nada apagará aquela paz que se sentiu.
Eu lembro quando tudo o que mais me animava
Era saber que estavas a cuidar de teu irmão,
Fosse com a paciência de escutar minhas palavras
Ou mesmo no encanto de prestar tua atenção.
Mas hoje, linda irmã, sabe-se que o tempo é outro.
Já não mais nos falamos. Tanta vida aconteceu...
E em noites como esta, em que me sinto mais sensível,
A tua falta dói, reclama um abraço o irmão teu.
Contudo, cara Laura, estarei sempre contigo
E mesmo se esqueceres, lembrarei sempre de ti.
Sou grato pelos anos em que estiveste em minha vida
E com amor, p'ra sempre, estarás presente em mim.
Perdão pela falta de harmonia em minhas linhas,
Mas a saudade é tanta que não pude nem pensar!
Acaso me perguntem se isso é uma poesia,
Responderei que não. É só um peito a soluçar.
segunda-feira, 14 de março de 2011
SONETO PARA SÁBADO
Com que exatidão escrever versos,
Transparecer o meu contentamento?
Como mostrar-me grato a este tempo?
Que gratidão mostrar qu'esteja perto
De ser servil àquilo que eu sinto
Sem festejar, mas sem faltar o preito?
Como ofertar poema a este momento?
Como fazer do verso seu recinto?
Eu temo, observando esta ventura,
Que tais palavras percam a compostura
E não espelhem o fato como almejo.
Por sorte que meus dias me ofertaram,
Se os versos tal viver não retrataram,
Deixo as palavras, lembrarei teu beijo.
Transparecer o meu contentamento?
Como mostrar-me grato a este tempo?
Que gratidão mostrar qu'esteja perto
De ser servil àquilo que eu sinto
Sem festejar, mas sem faltar o preito?
Como ofertar poema a este momento?
Como fazer do verso seu recinto?
Eu temo, observando esta ventura,
Que tais palavras percam a compostura
E não espelhem o fato como almejo.
Por sorte que meus dias me ofertaram,
Se os versos tal viver não retrataram,
Deixo as palavras, lembrarei teu beijo.
sexta-feira, 11 de março de 2011
COLO
Que teus jovens lábios sejam novo abrigo
P'ra meus velhos lábios secos pelo tempo,
Seja o teu pequeno corpo meu alento,
Faze de meu corpo inteiro teu amigo.
Traze mocidade, a tua, florescendo.
Em mim desabrocha tua descoberta,
Deixa tua flor, garota, bem aberta!
Quero o teu pólen por mim escorrendo.
Serás um jardim regado a mil delícias,
Eu teu beija-flor a conceder carícias.
Tua juventude a renovar meu dia!
Serás meu pecado e minha redenção,
Minha plenitude e condenação,
Culpa memorável em minha poesia!
P'ra meus velhos lábios secos pelo tempo,
Seja o teu pequeno corpo meu alento,
Faze de meu corpo inteiro teu amigo.
Traze mocidade, a tua, florescendo.
Em mim desabrocha tua descoberta,
Deixa tua flor, garota, bem aberta!
Quero o teu pólen por mim escorrendo.
Serás um jardim regado a mil delícias,
Eu teu beija-flor a conceder carícias.
Tua juventude a renovar meu dia!
Serás meu pecado e minha redenção,
Minha plenitude e condenação,
Culpa memorável em minha poesia!
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