Logo passa,
Como tudo passa.
E passou
Por dois segundos...
U...
Carros fecham o trânsito, dezenas de nuvens passeiam imperceptíveis,
O Sol se destaca, alguém está satisfeito por qualquer bobagem,
Não havia reparado como um segundo dura tanto!
O sorvete derrete na mão da criança. “Mãe! Pai! Outro!”, pensa (asas)...
...M,
Crianças trabalham na China, morrem cem pessoas em um desastre,
A cada fração de segundo algo surpreendente acontece no mundo,
Algumas dezenas de árvores – ainda que em pouca quantidade –
Germinam, florescem! Há mil litros de pranto e mil quilos de risos (asas)...
D...
Uma pessoa dorme em uma cama macia e forrada,
O viaduto de lá parece um hotel, há quem dormiu para sempre,
De um lado da Terra, no alto, há constelações,
Em algum canto chove no final da tarde. Alguém dança (asas)...
...O...
Pessoas desistem da vida, outras pensam em desistir,
Muitas desistem da ideia, poucos sabem realmente viver.
Talvez porque se desaprenda quando se completa doze anos.
Mas agora é novo ano! Novos aprendizes nascem (asas)...
...I...
Milhões de corações pulsam em fúria, insaciáveis,
Nada pode os pa...ram corações. Silêncio...
... Folia em uma rua interditada, folia em um motel,
Acalanto em um recanto distante de lá e daqui (asas)...
...S!
Logo passa,
Como tudo passa.
E passou.
Um pardal me fez sorrir.
T...
Por Mao Punk: Decidi divulgar poesias minhas por email para alguns amigos. Uma amiga, LOah, criou esse blog com tais poesias e me permitiu editá-lo. VALEU,LOAH! Você me ajudou a expandir a expressão! Eis poesias que escrevi entre 2006 aos dias de hoje. Estão fora de cronologia,mas a expressão é livre para isso! Mais uma vez, valeu, LOah! E obrigado a todxs que leem o blog! Sem vocês a expressão ficaria limitada! PAZ E ANARQUIA!
Respeite a arte! Ao reproduzir em outros lugares a obra de algum artista, cite o autor. Todas as poesias aqui presentes foram escritas por Mao Punk.
Visite também meu blog de textos: RESQUÍCIOS DEPRESSIVOS, SUJOS E NOJENTOS .
Textos que expõem a fragilidade e indecência humanas de forma irônica, metafórica e sem embelezamentos.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Olá,leitorxs! Mais uma vez quero compartilhar um novo sorriso com vocês!
Há tempos atrás participei do concurso de poesias para o Prêmio FEUC de Literatura 2011, organizado pela Fundação Educacional Unificada Campograndense.
Para minha surpresa fiquei em 3º lugar na categoria Âmbito Nacional!
A poesia contemplada foi a seguinte:
MEU SONETO AGRADECIDO
Mais uma vez, agradeço a quem ajuda minha expressão se expandir através dos olhos!
Beijos para tod@s!
Há tempos atrás participei do concurso de poesias para o Prêmio FEUC de Literatura 2011, organizado pela Fundação Educacional Unificada Campograndense.
Para minha surpresa fiquei em 3º lugar na categoria Âmbito Nacional!
A poesia contemplada foi a seguinte:
MEU SONETO AGRADECIDO
Mais uma vez, agradeço a quem ajuda minha expressão se expandir através dos olhos!
Beijos para tod@s!
domingo, 4 de dezembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
terça-feira, 8 de novembro de 2011
SONETO MESQUINHO
Vejo que este meu anseio é pouco ou muito
Quando muito me toca este pouco anseio,
Feito pouco caso que se faz em meio
De quem muito busca inspiração no mundo.
Quanto mais teus olhos, pouco a pouco, miram
Muito mais meus olhos buscam o teu brilho.
Mais teu brilho atrai, pouco renuncio
De entregar-me mais aos olhos que fascinam.
Mas é muito pouco o que de ti preciso.
Pouco ou quase nada do que necessito
Poderá em ti achar algum amparo.
Pois se minha boca encontrar a tua
Perco este mistério que se perpetua
Neste teu distante olhar de afago raro.
Quando muito me toca este pouco anseio,
Feito pouco caso que se faz em meio
De quem muito busca inspiração no mundo.
Quanto mais teus olhos, pouco a pouco, miram
Muito mais meus olhos buscam o teu brilho.
Mais teu brilho atrai, pouco renuncio
De entregar-me mais aos olhos que fascinam.
Mas é muito pouco o que de ti preciso.
Pouco ou quase nada do que necessito
Poderá em ti achar algum amparo.
Pois se minha boca encontrar a tua
Perco este mistério que se perpetua
Neste teu distante olhar de afago raro.
domingo, 6 de novembro de 2011
LUTO RABISCADO
Não há para o poeta algo mais denso
Que suportar o peso do vazio.
Cem ferros houvesse - mais cem, mais mil - !
Seriam plumas entre o vão intenso
A agraciar este meu espaço vago,
A dar qualquer resquício de poesia.
Mas não há ferro algum que poderia
Pesar tão mais que este vazio que trago.
Pois perco tudo, o tempo, até a vida,
A lamentar o vão que me castiga,
A arriscar versar. Aqui confesso
Que aos poucos, dia a dia, inevitável,
Encontro-me em estado lastimável,
Enterro a poesia com meus versos.
Que suportar o peso do vazio.
Cem ferros houvesse - mais cem, mais mil - !
Seriam plumas entre o vão intenso
A agraciar este meu espaço vago,
A dar qualquer resquício de poesia.
Mas não há ferro algum que poderia
Pesar tão mais que este vazio que trago.
Pois perco tudo, o tempo, até a vida,
A lamentar o vão que me castiga,
A arriscar versar. Aqui confesso
Que aos poucos, dia a dia, inevitável,
Encontro-me em estado lastimável,
Enterro a poesia com meus versos.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
DANÇA MUNDANA
Por sermos mundanos
Nos damos em danos.
Andamos...
Em enganos nos damos
as mãos.
Dançamos!
Nos damos em danos.
Andamos...
Em enganos nos damos
as mãos.
Dançamos!
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
O TANTO
Qualquer métrica que se aplica,
Toda rima que se desenvolva,
Cada verso que por fim resolva
Adornar a arte, seja dita
A verdade que não cabe em verso:
Tudo isso vem a ser pretexto
Para ocultar o meu tamanho apreço,
Para proteger o que não lhe confesso.
Esta poesia tão incompreendida,
Minha expressão ainda escondida,
Faz doer o peito, faz rolar o pranto.
Nenhum verso é palavra dita.
A expressão, que triste, se limita
A dizer "te adoro tanto!". Tanto...
Toda rima que se desenvolva,
Cada verso que por fim resolva
Adornar a arte, seja dita
A verdade que não cabe em verso:
Tudo isso vem a ser pretexto
Para ocultar o meu tamanho apreço,
Para proteger o que não lhe confesso.
Esta poesia tão incompreendida,
Minha expressão ainda escondida,
Faz doer o peito, faz rolar o pranto.
Nenhum verso é palavra dita.
A expressão, que triste, se limita
A dizer "te adoro tanto!". Tanto...
terça-feira, 4 de outubro de 2011
O PÃO MOFADO, A LONA VELHA, O GRITO E O DEPOIS
O gosto acre não é de hoje,
Este azedume servil, tristemente, vergonhosamente servil,
Não se fez do último sapo engolido.
Este azedo na boca não é dos beijos vencidos de outrora.
Não só! É algo do gosto daquela velha refeição
Naquela mesma sala de jantar antiga.
Talvez o acúmulo do sabor imposto de pimenta,
Talvez um pigarro, um soluço, um grito.
Toda sorte de nossa democracia que acidifica o paladar.
Este sabor, este quê indigesto, é hereditário.
Mas dizem – assim ouvi dizer – que com o tempo
A herança é deixada aos filhos sociais,
Melhor diria aos órfãos sociais,
E o gosto intragável some dos pais,
Some das mães, dos tios, dos solteiros...
A vida começa depois dos quarenta.
Seria por isso? Não é vida.
É a aceitação da morte, morte acre,
Morte azeda, morte servil, vergonhosamente servil.
Aos filhos e filhas, morte!
À doce saliva, morte!
À mesa o mesmo jantar, na mesma sala antiga.
Já não tem gosto para muitos.
O gosto que sinto é azedo,
Para além de quarenta mil anos.
Este azedume servil, tristemente, vergonhosamente servil,
Não se fez do último sapo engolido.
Este azedo na boca não é dos beijos vencidos de outrora.
Não só! É algo do gosto daquela velha refeição
Naquela mesma sala de jantar antiga.
Talvez o acúmulo do sabor imposto de pimenta,
Talvez um pigarro, um soluço, um grito.
Toda sorte de nossa democracia que acidifica o paladar.
Este sabor, este quê indigesto, é hereditário.
Mas dizem – assim ouvi dizer – que com o tempo
A herança é deixada aos filhos sociais,
Melhor diria aos órfãos sociais,
E o gosto intragável some dos pais,
Some das mães, dos tios, dos solteiros...
A vida começa depois dos quarenta.
Seria por isso? Não é vida.
É a aceitação da morte, morte acre,
Morte azeda, morte servil, vergonhosamente servil.
Aos filhos e filhas, morte!
À doce saliva, morte!
À mesa o mesmo jantar, na mesma sala antiga.
Já não tem gosto para muitos.
O gosto que sinto é azedo,
Para além de quarenta mil anos.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
SONETO PARA UM SENTIMENTO NÃO DECLARADO
Este sentimento, tu que o carregas
Qual mistério eterno, como me traz vida!
Pois se não o sinto, como me castiga;
Quando o sinto em algo, como me completa!
Este teu segredo quanto mais trancado
Mais em teu cuidado enfim se denuncia,
Pois quem guarda o ouro não conseguiria
Esconder no rosto o riso contentado
De quem tem consigo a fonte da riqueza.
Quem oculta o ouro nutre a avareza,
Torna-se tristonha esta condição.
Assume teu ouro, por contentamento!
Traze-me o conforto de teu sentimento
Ou deixa-me torpe desta ilusão.
Qual mistério eterno, como me traz vida!
Pois se não o sinto, como me castiga;
Quando o sinto em algo, como me completa!
Este teu segredo quanto mais trancado
Mais em teu cuidado enfim se denuncia,
Pois quem guarda o ouro não conseguiria
Esconder no rosto o riso contentado
De quem tem consigo a fonte da riqueza.
Quem oculta o ouro nutre a avareza,
Torna-se tristonha esta condição.
Assume teu ouro, por contentamento!
Traze-me o conforto de teu sentimento
Ou deixa-me torpe desta ilusão.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
SONETO ILUSÓRIO
Máculas são estes versos batidos!
Chora o poema tão logo se o faz,
Derrama a rima um pranto sem paz,
Reclama a estrofe um novo sentido.
Se, bem atento, visar o que digo,
Nota-se em tempo que há pranto a mais:
Em desventura que não se desfaz
Ouve-se um peito a chorar recolhido.
Oh! Como fere este caso perdido!
São poesias sem mundo ou abrigo
E um sentimento que soa incapaz
Quando ele intenta fazer redivivo
Dia após dia, nos dias que sigo,
Qualquer conforto deixado p'ra trás.
Chora o poema tão logo se o faz,
Derrama a rima um pranto sem paz,
Reclama a estrofe um novo sentido.
Se, bem atento, visar o que digo,
Nota-se em tempo que há pranto a mais:
Em desventura que não se desfaz
Ouve-se um peito a chorar recolhido.
Oh! Como fere este caso perdido!
São poesias sem mundo ou abrigo
E um sentimento que soa incapaz
Quando ele intenta fazer redivivo
Dia após dia, nos dias que sigo,
Qualquer conforto deixado p'ra trás.
SONETO DE FRUSTRAÇÃO
Quisera eu, este poeta errante,
Os versos adornar com maestria
Quais tais dezenas lidas poesias
De dores ou prazeres triunfantes.
Triunfam, pois se avistam o semblante
De quem os lê qual prêmio ou regalia
Não se há de vir senão tal alegria,
Vazio preencher-se-á neste instante.
Mas eu, dos versos servo e aspirante,
Não sei senão amar d'outros amantes
As memoráveis belas poesias.
Intento a obra assim gratificante,
Mas ao me arriscar sou figurante.
Finjo um poeta qual jamais seria.
Os versos adornar com maestria
Quais tais dezenas lidas poesias
De dores ou prazeres triunfantes.
Triunfam, pois se avistam o semblante
De quem os lê qual prêmio ou regalia
Não se há de vir senão tal alegria,
Vazio preencher-se-á neste instante.
Mas eu, dos versos servo e aspirante,
Não sei senão amar d'outros amantes
As memoráveis belas poesias.
Intento a obra assim gratificante,
Mas ao me arriscar sou figurante.
Finjo um poeta qual jamais seria.
domingo, 11 de setembro de 2011
NO SAMBA
Charme dançando,
Meu pensamento samba.
Devoro o sorriso
Com os olhos de bamba
E morro nos olhos
Da moça que manda
Naquele momento.
Meu peito desanda!
Meu pensamento samba.
Devoro o sorriso
Com os olhos de bamba
E morro nos olhos
Da moça que manda
Naquele momento.
Meu peito desanda!
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
SONETO DE CEGA CONDIÇÃO
Escrever se faz com certo sacrifício.
Dividir em versos os meus sentimentos,
Decidir o rumo de meus pensamentos,
Torna-se injustiça, morte ou suplício.
Ora encontro em mente o beijo realizado,
Sinto uma saudade a me tocar a boca.
Ora o pensamento, em vontade louca,
Torna a desejar os lábios não tocados.
Dentro do dilema com o qual convivo
Não encontro paz, caminho ou lenitivo,
Não vejo esperança para as emoções.
Para suportar o fado que carrego
Somente arrancando este meu peito cego
Ou me agraciando com dois corações!
Dividir em versos os meus sentimentos,
Decidir o rumo de meus pensamentos,
Torna-se injustiça, morte ou suplício.
Ora encontro em mente o beijo realizado,
Sinto uma saudade a me tocar a boca.
Ora o pensamento, em vontade louca,
Torna a desejar os lábios não tocados.
Dentro do dilema com o qual convivo
Não encontro paz, caminho ou lenitivo,
Não vejo esperança para as emoções.
Para suportar o fado que carrego
Somente arrancando este meu peito cego
Ou me agraciando com dois corações!
domingo, 4 de setembro de 2011
DESUMANO
No alto, lá no céu,
O helicóptero voava.
Todos podiam ver seu voo
Com ruído inconveniente
E estética morto-metálica.
Enquanto isso, quase em mergulho,
Na praça - havia verde -
Voavam baixo os passarinhos.
Ninguém mais os viu.
Somente eu, com estes olhos.
Somente meus ouvidos escutaram
Os cantos multissinfônicos.
Na cidade os homens rastejam,
As latas levitam, o pulmão sofre,
Os pássaros - belos pássaros -
Quebram fronteiras!
Na cidade os olhos fogem,
Minha alma imita o voo (ou seria mergulho?)
Dos pássaros desumanos.
Ah, pássaros desumanos!
Essas almas leves é o que permite voo.
E quando, fugindo da cidade,
Encontro estes seus dotes
É que me desumanizo
E alcanço a última estrela do céu.
O helicóptero voava.
Todos podiam ver seu voo
Com ruído inconveniente
E estética morto-metálica.
Enquanto isso, quase em mergulho,
Na praça - havia verde -
Voavam baixo os passarinhos.
Ninguém mais os viu.
Somente eu, com estes olhos.
Somente meus ouvidos escutaram
Os cantos multissinfônicos.
Na cidade os homens rastejam,
As latas levitam, o pulmão sofre,
Os pássaros - belos pássaros -
Quebram fronteiras!
Na cidade os olhos fogem,
Minha alma imita o voo (ou seria mergulho?)
Dos pássaros desumanos.
Ah, pássaros desumanos!
Essas almas leves é o que permite voo.
E quando, fugindo da cidade,
Encontro estes seus dotes
É que me desumanizo
E alcanço a última estrela do céu.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
ENSEJO
Somos sua esperança renegada,
Aquela que bate à porta e é barrada.
Somos as cores no concreto,
Somos as flores no deserto,
Somos a dança e o movimento,
Somos o sopro contra o vento,
Somos punks idealistas,
Somos hippies e artistas,
Somos árabes revoltados,
Somos nós, do outro lado,
Somos morte, somos vida,
Somos mulheres decididas,
Somos homens e crianças,
Somos sua esperança,
Somos nós que aqui morremos
Sem que olhem para os mesmos.
Somos todo o seu desejo,
Somos seu maior ensejo
Que você deixou passar...
Aquela que bate à porta e é barrada.
Somos as cores no concreto,
Somos as flores no deserto,
Somos a dança e o movimento,
Somos o sopro contra o vento,
Somos punks idealistas,
Somos hippies e artistas,
Somos árabes revoltados,
Somos nós, do outro lado,
Somos morte, somos vida,
Somos mulheres decididas,
Somos homens e crianças,
Somos sua esperança,
Somos nós que aqui morremos
Sem que olhem para os mesmos.
Somos todo o seu desejo,
Somos seu maior ensejo
Que você deixou passar...
terça-feira, 16 de agosto de 2011
SONETO DE APELO
Não deixe que as flores que te dei em pensamento
Me sejam mal-me-queres fúnebres de ilusão,
Espinhos dolorosos, cores mortas ao caixão
De um ainda vivo e gritante sentimento.
Não deixe que as pétalas - são tantas! - me afoguem,
Pois eu não sei nadar se não tiver tua companhia.
Ao menos seja solo que se avista, seja ilha,
Seja minha miragem, seja isto que me envolve,
Mas não permita nunca que estas flores coloridas
Roubem as minhas cores, o meu tom, a minha vida,
Para que enfim se percam num jardim abandonado,
Porque não sei cuidar dessas mil flores que são tuas.
Em teu cuidado há de florescer boas venturas,
Em minhas mãos serão apenas pranto derramado.
Me sejam mal-me-queres fúnebres de ilusão,
Espinhos dolorosos, cores mortas ao caixão
De um ainda vivo e gritante sentimento.
Não deixe que as pétalas - são tantas! - me afoguem,
Pois eu não sei nadar se não tiver tua companhia.
Ao menos seja solo que se avista, seja ilha,
Seja minha miragem, seja isto que me envolve,
Mas não permita nunca que estas flores coloridas
Roubem as minhas cores, o meu tom, a minha vida,
Para que enfim se percam num jardim abandonado,
Porque não sei cuidar dessas mil flores que são tuas.
Em teu cuidado há de florescer boas venturas,
Em minhas mãos serão apenas pranto derramado.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
MEU SONETO AGRADECIDO
Sinto-me até grato pela dor que sinto.
Posso agradecer meu pranto, gota a gota,
Cada vil lamúria que, se fosse pouca,
Minha emoção levava ao infinito.
Agradeço o horror e a traição dos dias,
Farsas e trapaças deste vão destino,
Cada dura pedra posta em meu caminho,
Agradeço a vida feita de mentiras.
Quero agradecer as ilusões que trago,
Reverenciar este sabor amargo.
Sinto-me tão grato, como nunca quis!
Posso agradecer qual grandiosa festa,
Pois quanto mais triste a dor se manifesta
Mais a poesia se fará feliz.
Posso agradecer meu pranto, gota a gota,
Cada vil lamúria que, se fosse pouca,
Minha emoção levava ao infinito.
Agradeço o horror e a traição dos dias,
Farsas e trapaças deste vão destino,
Cada dura pedra posta em meu caminho,
Agradeço a vida feita de mentiras.
Quero agradecer as ilusões que trago,
Reverenciar este sabor amargo.
Sinto-me tão grato, como nunca quis!
Posso agradecer qual grandiosa festa,
Pois quanto mais triste a dor se manifesta
Mais a poesia se fará feliz.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
SONETO PARA MORRER DE DORES
Torno a escrever meu verso entristecido.
Tudo me afeta violentamente!
Qualquer riso meu sumira de repente,
Meu contentamento desaparecido.
Falsa ilusão de que das mãos escapa
Minha alegria e autoconfiança
Quando, na verdade, nunca a segurança
Esteve guardada nestas mãos atadas.
Em cada segundo sinto desventura,
Vejo em cada canto um tanto de amargura,
Sinto em cada parte minha alguma morte.
Ah! Se falecer se faz assim preciso,
Cada dor que trago, com as quais convivo,
Há de alguma hora ser a minha sorte.
Tudo me afeta violentamente!
Qualquer riso meu sumira de repente,
Meu contentamento desaparecido.
Falsa ilusão de que das mãos escapa
Minha alegria e autoconfiança
Quando, na verdade, nunca a segurança
Esteve guardada nestas mãos atadas.
Em cada segundo sinto desventura,
Vejo em cada canto um tanto de amargura,
Sinto em cada parte minha alguma morte.
Ah! Se falecer se faz assim preciso,
Cada dor que trago, com as quais convivo,
Há de alguma hora ser a minha sorte.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
POSSIBILIDADES
Preciso de poesia,
Preciso sumir,
Preciso de asas!
Qualquer grama minha,
Qualquer céu distante,
Qualquer nada disso.
Quero aquilo ali,
Quero coisa alguma,
Quero não ser isso.
Ser o que se for,
Ir como se vai,
Vou como não sei...
Deem-me versos novos,
Deem-me companhias,
Deem-me solidão.
Deixem-me morrendo
Dessa vida escrava
Pra viver feliz.
Haja equilíbrio
E haja tudo aquilo
Que nunca terei.
O que é belo morre,
Nada se resolve
Se não for morrer...
Preciso sumir,
Preciso de asas!
Qualquer grama minha,
Qualquer céu distante,
Qualquer nada disso.
Quero aquilo ali,
Quero coisa alguma,
Quero não ser isso.
Ser o que se for,
Ir como se vai,
Vou como não sei...
Deem-me versos novos,
Deem-me companhias,
Deem-me solidão.
Deixem-me morrendo
Dessa vida escrava
Pra viver feliz.
Haja equilíbrio
E haja tudo aquilo
Que nunca terei.
O que é belo morre,
Nada se resolve
Se não for morrer...
domingo, 24 de julho de 2011
VINTE E TRÊS DE JULHO
Ah, fome tinha! O que me restava?
Qualquer confusão se fazia presente.
Nada alimentava meu dia, somente
Sentia a incerteza que me acompanhava.
Ah, fome tinha! Fazia algum tempo
Que o alimento me havia faltado.
O que consegui, em um breve passado,
Não me saciava por este momento.
Ah, fome tinha! Poética fome
Que em mim se fizera, que quase não some,
A fome de um beijo, algo que esperei.
Ah, fome tinha! Minha boca vazia
Encheu-se de gosto em tua companhia
E por tua boca eu me alimentei!
Qualquer confusão se fazia presente.
Nada alimentava meu dia, somente
Sentia a incerteza que me acompanhava.
Ah, fome tinha! Fazia algum tempo
Que o alimento me havia faltado.
O que consegui, em um breve passado,
Não me saciava por este momento.
Ah, fome tinha! Poética fome
Que em mim se fizera, que quase não some,
A fome de um beijo, algo que esperei.
Ah, fome tinha! Minha boca vazia
Encheu-se de gosto em tua companhia
E por tua boca eu me alimentei!
quinta-feira, 21 de julho de 2011
MAIS JANEIROS
Ah! Se existissem mais janeiros
Nesses meses tão alheios,
Se existissem mais sorrisos,
Nesses lábios mais vermelho,
Nessas mãos houvesse flores,
Pela estrada mais canteiros,
Nesses cantos mais anseios,
Nos anseios mais caminhos,
Nos caminhos mais janeiros...
Nesses meses tão alheios,
Se existissem mais sorrisos,
Nesses lábios mais vermelho,
Nessas mãos houvesse flores,
Pela estrada mais canteiros,
Nesses cantos mais anseios,
Nos anseios mais caminhos,
Nos caminhos mais janeiros...
segunda-feira, 11 de julho de 2011
SONETO EM FORMA DE BUQUÊ
Daria mais mil flores, fosse necessário,
Mais mil bem-quereres, mais mil cores vivas,
Todos os jardins do mundo te traria
Para ter um riso teu tão desejado.
Não me cabe em mãos este buquê que trago,
Talvez este vasto mundo não suporte
Esta primavera de esperança e sorte
Que te ofereço p'ra te ser afago.
Neste encontro vivo de fragrâncias frescas
És dona da flora, a própria natureza
Que tão belamente a mim se apresenta,
Pois de tua boca nascem mil florestas
Que floreiam o peito deste teu poeta:
De tua existência o verso se alimenta!
quinta-feira, 7 de julho de 2011
TRÊS SAUDADES QUE CARREGO
Logo o dia acorda, sinto pelo vento,
Numa utopia que me atinge a alma,
Cinzas d'uma flor que já trouxera calma,
Hoje só memórias de longínquo tempo.
Quando anoitece, o céu, em seu lamento
Ou quiçá sorrindo, desprezando traumas,
Mostra mil estrelas, brilho que se espalma,
Marca em minha mente sombras d'um tormento.
Eis que em meu recanto, abrigo ou relento,
Minha poesia, riso e sofrimento,
Surge nesta hora, ela que me acalma!
Toca-me o peito. Em novo movimento
Escrevo outro pesar, mais outro desalento.
Oh! Quanta saudade cabe numa alma?
Numa utopia que me atinge a alma,
Cinzas d'uma flor que já trouxera calma,
Hoje só memórias de longínquo tempo.
Quando anoitece, o céu, em seu lamento
Ou quiçá sorrindo, desprezando traumas,
Mostra mil estrelas, brilho que se espalma,
Marca em minha mente sombras d'um tormento.
Eis que em meu recanto, abrigo ou relento,
Minha poesia, riso e sofrimento,
Surge nesta hora, ela que me acalma!
Toca-me o peito. Em novo movimento
Escrevo outro pesar, mais outro desalento.
Oh! Quanta saudade cabe numa alma?
sábado, 25 de junho de 2011
SONETO PARA CAROLINA
Caso abrace, Carolina,
Tanto o riso quanto o pranto,
Há de sentir qualquer encanto
Em cada lágrima descida.
Em toda dor, toda ferida,
Há de encontrar algum recanto
E soará belo acalanto:
Um riso em uma despedida
Da aflição que te dói tanto.
As lágrimas serão teu manto
A anunciar a dor perdida.
Oh, Carolina! O meu espanto
É descobrir agora o quanto
O teu sorriso me traz vida!
Tanto o riso quanto o pranto,
Há de sentir qualquer encanto
Em cada lágrima descida.
Em toda dor, toda ferida,
Há de encontrar algum recanto
E soará belo acalanto:
Um riso em uma despedida
Da aflição que te dói tanto.
As lágrimas serão teu manto
A anunciar a dor perdida.
Oh, Carolina! O meu espanto
É descobrir agora o quanto
O teu sorriso me traz vida!
quinta-feira, 23 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
MEU SORRISO PARA CAROLINA
Se o sorriso meu te traz felicidade
Deixe então brotar um riso em teu rosto
Pois de teu sorriso foge meu desgosto,
Sem o meu desgosto um riso, nunca tarde,
Surge em meu semblante. Pois então sorria!
Cada riso teu é o fim da própria morte
A trazer conforto e renovar minha sorte
Pois em teu sorriso há mais de minha alegria.
Se o meu sorriso é boa referência
Para te fazer sorrir com excelência,
Peço que sorria incontidamente
Já que eu me encontro de sorriso aberto
Por algumas horas eu te ter por perto
E por eu guardar teu riso em minha mente.
domingo, 12 de junho de 2011
AMPARO
O que me acontece não é planejado.
O que me acontece é a vida que se oferece.
E a vida - ora, a vida! - não se pode negar.
Não há como negar vontades,
Não há como negar confusões,
Não há como negar as dúvidas.
A vida só se faz assim, súbita e inesperada.
Do contrário é a morte, certeza indesejada.
***
Em minha existência cabem dores,
Bem mais do que posso pensar ser possível.
E cabe mais vida do que já tive,
Mais finais, mais histórias.
O que faço? Já não sei.
Mas sei que faço o que me cabe.
O que me acontece é a vida que se oferece.
E a vida - ora, a vida! - não se pode negar.
Não há como negar vontades,
Não há como negar confusões,
Não há como negar as dúvidas.
A vida só se faz assim, súbita e inesperada.
Do contrário é a morte, certeza indesejada.
***
Em minha existência cabem dores,
Bem mais do que posso pensar ser possível.
E cabe mais vida do que já tive,
Mais finais, mais histórias.
O que faço? Já não sei.
Mas sei que faço o que me cabe.
sábado, 4 de junho de 2011
TROVA PARA INICIAR O DIA ou TROVA PARA INICIAR UM ROMANCE
Hoje o galo já cantou,
O Sol também já nasceu
E o dia não começou
Pois falta um carinho seu.
O Sol também já nasceu
E o dia não começou
Pois falta um carinho seu.
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