Respeite a arte! Ao reproduzir em outros lugares a obra de algum artista, cite o autor. Todas as poesias aqui presentes foram escritas por Mao Punk.

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Textos que expõem a fragilidade e indecência humanas de forma irônica, metafórica e sem embelezamentos.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

SONETO DE APELO

Não deixe que as flores que lhe dei em pensamento
Me sejam mal-me-queres fúnebres de ilusão,
Espinhos dolorosos, cores mortas ao caixão
De um ainda vivo e gritante sentimento.

Não deixe que as pétalas - são tantas! - me afoguem,
Pois eu não sei nadar se não tiver tua companhia.
Ao menos seja solo que se avista, seja ilha,
Seja minha miragem, seja isto que me envolve,

Mas não permita nunca que estas flores coloridas
Roubem as minhas cores, o meu tom, a minha vida,
Para que enfim se percam num jardim abandonado,

Porque não sei cuidar dessas mil flores que são tuas.
Em teu cuidado há de florescer boas venturas,
Em minhas mãos serão apenas pranto derramado.

Um comentário:

  1. Mao, você me impressiona mais a cada soneto. Gosto muito.

    Obrigada pelo comentário motivador em meu blog, sua visita é sempre muito bem-vinda! Prometo escrever com mais frequência, sinto falta das minha épocas de inspiração, hahahahahaha.

    Beeijos :)

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