Minha vida?
Minha vida é tão bela
Que tem gente
Que quer cuidar dela.
Por Mao Punk: Decidi divulgar poesias minhas por email para alguns amigos. Uma amiga, LOah, criou esse blog com tais poesias e me permitiu editá-lo. VALEU,LOAH! Você me ajudou a expandir a expressão! Eis poesias que escrevi entre 2006 aos dias de hoje. Estão fora de cronologia,mas a expressão é livre para isso! Mais uma vez, valeu, LOah! E obrigado a todxs que leem o blog! Sem vocês a expressão ficaria limitada! PAZ E ANARQUIA!
Respeite a arte! Ao reproduzir em outros lugares a obra de algum artista, cite o autor. Todas as poesias aqui presentes foram escritas por Mao Punk.
Visite também meu blog de textos: RESQUÍCIOS DEPRESSIVOS, SUJOS E NOJENTOS .
Textos que expõem a fragilidade e indecência humanas de forma irônica, metafórica e sem embelezamentos.
domingo, 27 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
MOÇAS EM MINHA CAMA
Deixem-me dormir, moças, por favor!
Qualquer outra hora irei lhes atender.
Deixem essa cama e o cobertor
Para que meu sono possa acontecer.
Façam o silêncio mais absoluto.
Não quero ouvir nenhum tum-tum-tum.
Quero desmaiar em um sono profundo,
Ter esse direito agora e mais nenhum.
Moças, eu imploro a vossa compaixão.
Não quero tumulto dentro do meu quarto.
Quando o Sol raiar por essa escuridão
Darei atenção melhor a qualquer fato.
Pois já é bastante ter a luz do dia
Para me perder por entre seus encantos.
Ainda por cima roubam a poesia!
Fiquem co'estes versos, deixem-me num canto!
Qualquer outra hora irei lhes atender.
Deixem essa cama e o cobertor
Para que meu sono possa acontecer.
Façam o silêncio mais absoluto.
Não quero ouvir nenhum tum-tum-tum.
Quero desmaiar em um sono profundo,
Ter esse direito agora e mais nenhum.
Moças, eu imploro a vossa compaixão.
Não quero tumulto dentro do meu quarto.
Quando o Sol raiar por essa escuridão
Darei atenção melhor a qualquer fato.
Pois já é bastante ter a luz do dia
Para me perder por entre seus encantos.
Ainda por cima roubam a poesia!
Fiquem co'estes versos, deixem-me num canto!
segunda-feira, 21 de março de 2011
TROVEJANDO VERSOS
A tudo que existe há poesia.
Que ruim seria se não fosse assim!
A trova breve que surge no dia
Será uma ode quando for meu fim.
Que ruim seria se não fosse assim!
A trova breve que surge no dia
Será uma ode quando for meu fim.
quarta-feira, 16 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
APENAS UM DESABAFO SAUDOSO À MINHA AMÁVEL IRMÃ LAURA
Querida irmã, é com saudade que lhe escrevo.
Há tempos não falamos coisas confidenciais.
Recordo, com carinho, nosso último abraço
E aquela sensação que não esquecerei jamais.
Recordas, irmã querida, nossas tardes de conversa?
E quando me acalmaste quando o coração partiu?
Acaso tu não lembres, não faz mal, pois eu garanto
Que nada apagará aquela paz que se sentiu.
Eu lembro quando tudo o que mais me animava
Era saber que estavas a cuidar de teu irmão,
Fosse com a paciência de escutar minhas palavras
Ou mesmo no encanto de prestar tua atenção.
Mas hoje, linda irmã, sabe-se que o tempo é outro.
Já não mais nos falamos. Tanta vida aconteceu...
E em noites como esta, em que me sinto mais sensível,
A tua falta dói, reclama um abraço o irmão teu.
Contudo, cara Laura, estarei sempre contigo
E mesmo se esqueceres, lembrarei sempre de ti.
Sou grato pelos anos em que estiveste em minha vida
E com amor, p'ra sempre, estarás presente em mim.
Perdão pela falta de harmonia em minhas linhas,
Mas a saudade é tanta que não pude nem pensar!
Acaso me perguntem se isso é uma poesia,
Responderei que não. É só um peito a soluçar.
Há tempos não falamos coisas confidenciais.
Recordo, com carinho, nosso último abraço
E aquela sensação que não esquecerei jamais.
Recordas, irmã querida, nossas tardes de conversa?
E quando me acalmaste quando o coração partiu?
Acaso tu não lembres, não faz mal, pois eu garanto
Que nada apagará aquela paz que se sentiu.
Eu lembro quando tudo o que mais me animava
Era saber que estavas a cuidar de teu irmão,
Fosse com a paciência de escutar minhas palavras
Ou mesmo no encanto de prestar tua atenção.
Mas hoje, linda irmã, sabe-se que o tempo é outro.
Já não mais nos falamos. Tanta vida aconteceu...
E em noites como esta, em que me sinto mais sensível,
A tua falta dói, reclama um abraço o irmão teu.
Contudo, cara Laura, estarei sempre contigo
E mesmo se esqueceres, lembrarei sempre de ti.
Sou grato pelos anos em que estiveste em minha vida
E com amor, p'ra sempre, estarás presente em mim.
Perdão pela falta de harmonia em minhas linhas,
Mas a saudade é tanta que não pude nem pensar!
Acaso me perguntem se isso é uma poesia,
Responderei que não. É só um peito a soluçar.
segunda-feira, 14 de março de 2011
SONETO PARA SÁBADO
Com que exatidão escrever versos,
Transparecer o meu contentamento?
Como mostrar-me grato a este tempo?
Que gratidão mostrar qu'esteja perto
De ser servil àquilo que eu sinto
Sem festejar, mas sem faltar o preito?
Como ofertar poema a este momento?
Como fazer do verso seu recinto?
Eu temo, observando esta ventura,
Que tais palavras percam a compostura
E não espelhem o fato como almejo.
Por sorte que meus dias me ofertaram,
Se os versos tal viver não retrataram,
Deixo as palavras, lembrarei teu beijo.
Transparecer o meu contentamento?
Como mostrar-me grato a este tempo?
Que gratidão mostrar qu'esteja perto
De ser servil àquilo que eu sinto
Sem festejar, mas sem faltar o preito?
Como ofertar poema a este momento?
Como fazer do verso seu recinto?
Eu temo, observando esta ventura,
Que tais palavras percam a compostura
E não espelhem o fato como almejo.
Por sorte que meus dias me ofertaram,
Se os versos tal viver não retrataram,
Deixo as palavras, lembrarei teu beijo.
sexta-feira, 11 de março de 2011
COLO
Que teus jovens lábios sejam novo abrigo
P'ra meus velhos lábios secos pelo tempo,
Seja o teu pequeno corpo meu alento,
Faze de meu corpo inteiro teu amigo.
Traze mocidade, a tua, florescendo.
Em mim desabrocha tua descoberta,
Deixa tua flor, garota, bem aberta!
Quero o teu pólen por mim escorrendo.
Serás um jardim regado a mil delícias,
Eu teu beija-flor a conceder carícias.
Tua juventude a renovar meu dia!
Serás meu pecado e minha redenção,
Minha plenitude e condenação,
Culpa memorável em minha poesia!
P'ra meus velhos lábios secos pelo tempo,
Seja o teu pequeno corpo meu alento,
Faze de meu corpo inteiro teu amigo.
Traze mocidade, a tua, florescendo.
Em mim desabrocha tua descoberta,
Deixa tua flor, garota, bem aberta!
Quero o teu pólen por mim escorrendo.
Serás um jardim regado a mil delícias,
Eu teu beija-flor a conceder carícias.
Tua juventude a renovar meu dia!
Serás meu pecado e minha redenção,
Minha plenitude e condenação,
Culpa memorável em minha poesia!
quinta-feira, 10 de março de 2011
POESIA DO COLAPSO
O mundo é pequeno e por isso está acabando.
E não falo, veja bem, em espaço.
Falo do tamanho de sua significância.
O mundo é pequeno!
Não adianta me falar do verde,
Pois o que é o verde se não produto?
É produto, sim! Todos o consomem!
Assim como os animais e todo o resto.
E de tanto consumirmos há de se findar.
Há de se findar esse pequeno mundo!
O mundo é pequeno! Ervilha,
Naftalina mijada, cocô de rato!
E por isso está acabando. Amém!
É humano este mundo, é pequeno.
É pequeno este humano, é imundo.
É o mundo pequeno, é humano.
É a língua da cobra, é veneno.
É veneno do humano, é o mundo!
É pequeno o veneno que mata,
Do tamanho de algumas cabeças.
O mundo é bem pequeno. Acaba.
Dê graças aos deuses e aos homens,
Dê graças às putas e aos filhos,
Dê graças aos santos fingidos,
Dê graças às leis e à ordem,
Dê graças à boa vontade
E à má vontade. Um brinde!
Dê graças ao mundo que acaba
E aos versos que exaltam o momento!
Acabe, mundo pequeno!
Enquanto o mundo acaba
Permito-me repousar, mas veja:
Não pense em me culpar!
Não há o que fazer para reverter
A não ser criar, criar e criar.
Portanto, se o mundo se finda,
O que ofereço é quase solução.
Meu repouso é a poesia:
Fim de qualquer agonia,
Início da criação!
E não falo, veja bem, em espaço.
Falo do tamanho de sua significância.
O mundo é pequeno!
Não adianta me falar do verde,
Pois o que é o verde se não produto?
É produto, sim! Todos o consomem!
Assim como os animais e todo o resto.
E de tanto consumirmos há de se findar.
Há de se findar esse pequeno mundo!
O mundo é pequeno! Ervilha,
Naftalina mijada, cocô de rato!
E por isso está acabando. Amém!
É humano este mundo, é pequeno.
É pequeno este humano, é imundo.
É o mundo pequeno, é humano.
É a língua da cobra, é veneno.
É veneno do humano, é o mundo!
É pequeno o veneno que mata,
Do tamanho de algumas cabeças.
O mundo é bem pequeno. Acaba.
Dê graças aos deuses e aos homens,
Dê graças às putas e aos filhos,
Dê graças aos santos fingidos,
Dê graças às leis e à ordem,
Dê graças à boa vontade
E à má vontade. Um brinde!
Dê graças ao mundo que acaba
E aos versos que exaltam o momento!
Acabe, mundo pequeno!
Enquanto o mundo acaba
Permito-me repousar, mas veja:
Não pense em me culpar!
Não há o que fazer para reverter
A não ser criar, criar e criar.
Portanto, se o mundo se finda,
O que ofereço é quase solução.
Meu repouso é a poesia:
Fim de qualquer agonia,
Início da criação!
sexta-feira, 4 de março de 2011
POR MAIS QUE DIGAM, BEATRIZ...
Corro aqui o risco de aparentar insolidez,
Poeta que apresenta quase nula inspiração.
Diriam que, ao versar, escapa-me a inovação,
Que minha poesia enfim perdera a validez.
Compreendo tal injúria, mas permito-me explicar:
Repito este tema, que julgam como mesmice,
Por ser inspiração. Acaso não a assumisse
Então não haveria poesia a contemplar,
Pois tais olhos castanhos já inovam qualquer cena!
Não digam que estes olhos me anulam o poema
Quando esta cor castanha ilumina qualquer breu!
Portanto, se pensarem que estou sendo redundante
Replico à tua beleza, a este olhar de diamante,
Que maior redundância é ter dois olhos como os teus.
Poeta que apresenta quase nula inspiração.
Diriam que, ao versar, escapa-me a inovação,
Que minha poesia enfim perdera a validez.
Compreendo tal injúria, mas permito-me explicar:
Repito este tema, que julgam como mesmice,
Por ser inspiração. Acaso não a assumisse
Então não haveria poesia a contemplar,
Pois tais olhos castanhos já inovam qualquer cena!
Não digam que estes olhos me anulam o poema
Quando esta cor castanha ilumina qualquer breu!
Portanto, se pensarem que estou sendo redundante
Replico à tua beleza, a este olhar de diamante,
Que maior redundância é ter dois olhos como os teus.
quinta-feira, 3 de março de 2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
FEITIO
Não sou feito para viver.
Meus lábios são feitos para sorrir versos,
Não para beijar lábios que desejo.
O meu desejo mesmo não foi feito para que se satisfaça,
Mas para criar poesia que me sustente.
Meu corpo não é feito para amores,
Pois os amores se fazem tão pouco
Que se perdem em qualquer ponto da pele.
E minha pele é do vento, é do ar!
Meus olhos têm brilhos que começam
Nas cores de tudo aquilo que vejo
E terminam somente no próximo brilho.
Meu peito não sangra por mim,
Pois eu sem qualquer poética sou vazio
E a poesia é o que alimenta o peito.
Por isso o sangue também é verso
E meu peito sangra pela poesia.
Eu sou pela poesia, existo pela poesia!
Não tenho qualquer conquista
Porque não posso vencer o poema
E o poema está em tudo.
Eis meu feitio, ninguém pode entender.
Não sou feito para viver.
Sou feito para viver além, nos versos.
Meus lábios são feitos para sorrir versos,
Não para beijar lábios que desejo.
O meu desejo mesmo não foi feito para que se satisfaça,
Mas para criar poesia que me sustente.
Meu corpo não é feito para amores,
Pois os amores se fazem tão pouco
Que se perdem em qualquer ponto da pele.
E minha pele é do vento, é do ar!
Meus olhos têm brilhos que começam
Nas cores de tudo aquilo que vejo
E terminam somente no próximo brilho.
Meu peito não sangra por mim,
Pois eu sem qualquer poética sou vazio
E a poesia é o que alimenta o peito.
Por isso o sangue também é verso
E meu peito sangra pela poesia.
Eu sou pela poesia, existo pela poesia!
Não tenho qualquer conquista
Porque não posso vencer o poema
E o poema está em tudo.
Eis meu feitio, ninguém pode entender.
Não sou feito para viver.
Sou feito para viver além, nos versos.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
JULIANA É UM PÁSSARO EM UM CÉU
Sou poeta.
E o sou porque assim sou livre.
Porque há mais céus nessas linhas
Do que nuvens no céu.
E para cada céu há mais linhas.
Sou poeta porque não sei o que é não ser poeta.
Não ser poeta deve ser algo como
Ter um só céu, viver em um só planeta,
Acordar, respirar, comer, cansar, dormir.
Eu não sei o que é isso.
Mas sei o que é o avesso, o contrário.
Sei, pretensiosamente, o que é ser poeta.
Sou poeta porque toco estrelas,
Porque bebo cores e como ares.
Sou poeta porque a música toca,
Eu escrevo e o anseio dança.
É por tantos versos que sou poeta!
Os céus ao meu redor me envolvem.
Ah! Eu deixarei que seja assim!
Sou poeta porque assim tudo posso
E porque sentir esse beijo alivia.
E o sou porque assim sou livre.
Porque há mais céus nessas linhas
Do que nuvens no céu.
E para cada céu há mais linhas.
Sou poeta porque não sei o que é não ser poeta.
Não ser poeta deve ser algo como
Ter um só céu, viver em um só planeta,
Acordar, respirar, comer, cansar, dormir.
Eu não sei o que é isso.
Mas sei o que é o avesso, o contrário.
Sei, pretensiosamente, o que é ser poeta.
Sou poeta porque toco estrelas,
Porque bebo cores e como ares.
Sou poeta porque a música toca,
Eu escrevo e o anseio dança.
É por tantos versos que sou poeta!
Os céus ao meu redor me envolvem.
Ah! Eu deixarei que seja assim!
Sou poeta porque assim tudo posso
E porque sentir esse beijo alivia.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
SONETO À FLOR DE SANTANA
Tanto fui surpreendido por essa vontade
De versar-te, Flor, que agora lhe confesso:
Eu já não sei sequer como formar um verso
Que poetize o anseio com fidelidade.
Inspiração me surge viva, no entanto
De mim foge a altivez que vem da poesia.
O verso já não cumpre aquilo que devia,
Se esvai, sem alegria, a perecer num canto.
Oh, Flor! É com penar que te peço desculpas
Se o verso acabrunhado acaso te machuca
Por ter faltado aqui um tanto de gracejo.
Mas há de entender este poeta errante:
Seria a poesia mais emocionante
Se aqui não me faltasse a graça de teu beijo.
De versar-te, Flor, que agora lhe confesso:
Eu já não sei sequer como formar um verso
Que poetize o anseio com fidelidade.
Inspiração me surge viva, no entanto
De mim foge a altivez que vem da poesia.
O verso já não cumpre aquilo que devia,
Se esvai, sem alegria, a perecer num canto.
Oh, Flor! É com penar que te peço desculpas
Se o verso acabrunhado acaso te machuca
Por ter faltado aqui um tanto de gracejo.
Mas há de entender este poeta errante:
Seria a poesia mais emocionante
Se aqui não me faltasse a graça de teu beijo.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Olá, leitorxs do meu blog! Ganhei este selo da Victória Carneo, do blog Poeira Estelar - Muito obrigado, Victória!
Para quem não conhece esta coisa de selo, vou explicar: um selo é uma maneira de homenagear um blog que você gosta. Você dá o selo de presente para um blog.Quem o recebe deve passar adiante para outros blogs. As condições para esse selo que recebi são as seguintes:
1- Contar 10 coisas sobre mim;
2- Dedicar para mais 10 blogs;
3- E avisá-los sobre a dedicação.
COISAS SOBRE MIM (uau... o que dizer?)
1- Para mim, amig@s estão acima de qualquer coisa
2- Sou anarquista. E quem procurar informação sobre isso não se arrependerá.
3- Sou vegano, protetor e defensor dos direitos dos animais.
4- Sou ativista e acredito que manifestar é preciso (seja lá qual a maneira que você escolheu para isso).
5- Considero a arte uma das maneiras mais importantes para alcançar a mudança social.
6- Sou ateu, o que não significa ser monstro. O importante é respeitar diferenças.
7- Não bebo, não fumo, não uso nenhum tipo de droga. Minha consciência agradece.
8- Aparento ter 16 anos de idade, embora tenha uma tanto a mais.
9- Gostaria de saber dançar, mas não sei nem sambar. Um dia aprenderei a sambar! (Sim. Gosto de samba. E também de barulheira que agride os ouvidos. Até que sou eclético).
10- Não vivo sem escrever, pois escrever é uma condição.
- Se quiserem saber mais sobre mim, me liguem no número 9.....
- Chega, Mao! Tá chato saber de você! Repasse logo o selo para os outros blogs!
Ok! Não consegui escolher 10 blogs =/
Mas estou presenteando alguns que me chamam a atençäo. Seja pela simplicidade da escrita, seja pelo humor, seja pela poesia ou pela forma bonita de colocar as palavras. Os blogs são:
Tudo que fica no Ar
PoetaMente
A Menina Escabrosa e sua Bagatela Poética
Até Onde Posso Ir?
LorOtas
Pelos Meus Óculos
Sei Lá
The Blower’s Daughter
Boa leitura e beijos para tod@s!
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
FLOR DE JANEIRO
Inútil proferir qualquer saudade!
Há tempos fez-se o pó, enquanto o vento
O pó levou consigo em um momento
Distante qual perdida antiguidade.
Embora deste tempo reste o riso
Perpetuado, a alma já cansada
Já não almeja aquilo que almejava.
Incrédulo desdenho o que sinto.
Saudade é vil, perfídia ao presente,
Sorriso ao ser lembrado é descontente
Ao tomar o lugar que deveria
Pertencer a um sorriso mais recente.
Mas nada há de negar, inutilmente,
Que esta saudade já foi alegria.
Há tempos fez-se o pó, enquanto o vento
O pó levou consigo em um momento
Distante qual perdida antiguidade.
Embora deste tempo reste o riso
Perpetuado, a alma já cansada
Já não almeja aquilo que almejava.
Incrédulo desdenho o que sinto.
Saudade é vil, perfídia ao presente,
Sorriso ao ser lembrado é descontente
Ao tomar o lugar que deveria
Pertencer a um sorriso mais recente.
Mas nada há de negar, inutilmente,
Que esta saudade já foi alegria.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
CANÇÃO DE AMOR QUALQUER
Canção de amor qualquer não há de retratar
Tanto pulsar febril que o peito ousa ferver.
Se é música que chora, o peito vem dizer
Que o pranto qu'ele escorre exprime mais penar.
Visando esta dura febre, a canção
Que chora é sorriso ao se comparar
Co'as lágrimas que o peito veio derramar.
A música a soar se cala em compaixão.
Canção de amor qualquer, lamúria musical,
Não há de ser jamais retrato pelo qual
Se espelha aquele peito embebido em dor.
Qualquer canção que chore em notas todo mal
Não há de expressar o horror sem dor igual
De um triste coração que em tempo algum amou.
Tanto pulsar febril que o peito ousa ferver.
Se é música que chora, o peito vem dizer
Que o pranto qu'ele escorre exprime mais penar.
Visando esta dura febre, a canção
Que chora é sorriso ao se comparar
Co'as lágrimas que o peito veio derramar.
A música a soar se cala em compaixão.
Canção de amor qualquer, lamúria musical,
Não há de ser jamais retrato pelo qual
Se espelha aquele peito embebido em dor.
Qualquer canção que chore em notas todo mal
Não há de expressar o horror sem dor igual
De um triste coração que em tempo algum amou.
domingo, 2 de janeiro de 2011
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
FELIZ ANO NOVO!
Comemoremos todos o ano novo!
Brindemos nossas mil prosperidades!
*
Pois José, feliz operário,
Recebeu seu décimo terceiro salário.
Joana, quase louca,
Entrega seu corpo às suas novas roupas.
E Rúbia, na noite escura,
Entrega sua alma por carícias cruas.
Feliz está Alberoni,
Criança robusta a comer panetone.
Sorri, como nunca, Rebeca,
Brincando contente com sua boneca.
E Adão, rapaz desdentado,
Exibe um sorriso por qualquer trocado.
Contente está Seu João,
Deitado, assistindo à televisão.
Marido de Dona Teresa
Com água na boca se senta à mesa,
Enquanto que Terezinha
Fica encarregada de toda a cozinha.
E lá está o Teixeira,
Colocando as carnes na churrasqueira.
Logo veremos Trindade
Bebendo a cerveja que lhe der vontade.
Nessa hora, um grito abafado.
Alguém se lembra de ter escutado?
*
Comemoremos esta vida linda!
Brindemos mais um ano apaixonante!
A festa se inicia com boas vindas,
Termina na piscina de teu sangue.
Brindemos nossas mil prosperidades!
*
Pois José, feliz operário,
Recebeu seu décimo terceiro salário.
Joana, quase louca,
Entrega seu corpo às suas novas roupas.
E Rúbia, na noite escura,
Entrega sua alma por carícias cruas.
Feliz está Alberoni,
Criança robusta a comer panetone.
Sorri, como nunca, Rebeca,
Brincando contente com sua boneca.
E Adão, rapaz desdentado,
Exibe um sorriso por qualquer trocado.
Contente está Seu João,
Deitado, assistindo à televisão.
Marido de Dona Teresa
Com água na boca se senta à mesa,
Enquanto que Terezinha
Fica encarregada de toda a cozinha.
E lá está o Teixeira,
Colocando as carnes na churrasqueira.
Logo veremos Trindade
Bebendo a cerveja que lhe der vontade.
Nessa hora, um grito abafado.
Alguém se lembra de ter escutado?
*
Comemoremos esta vida linda!
Brindemos mais um ano apaixonante!
A festa se inicia com boas vindas,
Termina na piscina de teu sangue.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
POR FALAR NISSO, GRAZIELLE...
Se nos prendem a correntes
É porque nos querem bem.
Se nos sangram, nos golpeiam,
É porque nos querem bem.
Se proclamam aos quatro ventos
Mil verdades visionárias
Das quais nenhuma agrada
É porque nos querem bem.
Se nos puxam pela corda
É porque nos querem bem.
Se ao falar nos dão as costas
É porque nos querem bem.
Se colocam-nos mordaças,
Marcam a ferro nossa alma
E desprezam os anseios
É porque nos querem bem.
Se nos contam cem mentiras
É porque nos querem bem.
Se escondem o que é vida
É porque nos querem bem.
De intenções, assim, louváveis
O inferno já transborda
E a massa ainda concorda
Que é porque nos querem bem.
É porque nos querem bem.
Se nos sangram, nos golpeiam,
É porque nos querem bem.
Se proclamam aos quatro ventos
Mil verdades visionárias
Das quais nenhuma agrada
É porque nos querem bem.
Se nos puxam pela corda
É porque nos querem bem.
Se ao falar nos dão as costas
É porque nos querem bem.
Se colocam-nos mordaças,
Marcam a ferro nossa alma
E desprezam os anseios
É porque nos querem bem.
Se nos contam cem mentiras
É porque nos querem bem.
Se escondem o que é vida
É porque nos querem bem.
De intenções, assim, louváveis
O inferno já transborda
E a massa ainda concorda
Que é porque nos querem bem.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
NOVÍSSIMA POESIA
Privar-me do pecado é demais insensato,
Sugar-me este veneno, tal meu elixir,
Que tanto evitam pasmos. A mim faz sorrir
Pensar em seu sabor, veneno adorado!
Pudera! A poesia, Louca, desregrada,
É arte, desmantela a lei universal.
Se lhe cercam com altos muros o quintal,
Mirando o olhar ao céu encontra-se estrada!
Sobrevoa a barreira, insurge no infinito,
Anseia o verso mais impuro se preciso,
Derrama-me veneno a me encher de beijos.
Se fosse a outro alguém, seria este aflito
Fugindo do pecado a evitar conflito.
Evitam o pecado, eu tenho-lhe desejo.
Sugar-me este veneno, tal meu elixir,
Que tanto evitam pasmos. A mim faz sorrir
Pensar em seu sabor, veneno adorado!
Pudera! A poesia, Louca, desregrada,
É arte, desmantela a lei universal.
Se lhe cercam com altos muros o quintal,
Mirando o olhar ao céu encontra-se estrada!
Sobrevoa a barreira, insurge no infinito,
Anseia o verso mais impuro se preciso,
Derrama-me veneno a me encher de beijos.
Se fosse a outro alguém, seria este aflito
Fugindo do pecado a evitar conflito.
Evitam o pecado, eu tenho-lhe desejo.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
TIREM O CHAPÉU PARA A ARTE*
Tirem o chapéu para a arte!
Tirem o chapéu para a arte!
Dela, da arte bela, surge a cura da mazela!
Quem duvida pega o artista e manda para a cela!
E a rua chora o pranto de não ver em nenhum canto
Alguém a musicar o dia, a divertir o menino, a menina,
A enfeitar a avenida, triste avenida perdida entre o cinza!
Hoje o palhaço quer chorar.
A música também chora ao tocar.
Mas a tristeza, oh povo! Ela tem que se findar!
E por isso a arte pede licença e invade!
Bate na porta de nosso peito e faz morada lá dentro.
Toma as ruas com euforia, espalha alegria. ALEGRIA!
E decretam que a alegria foi proibida!
Fizeram da arte um réu!
Mas eu, eu peço que tirem o chapéu!
Tirem o chapéu para a arte!
Tirem o chapéu para a arte!
Pois se eu tirar meu chapéu e deixá-lo aqui, à parte,
Se jogarem uma moeda, que triste verdade:
Serei algemado. Mas se são contra essa maldade,
Não se intimidem: TIREM O CHAPÉU PARA A ARTE!!!
*Poesia feita para expressar repúdio à decisão do prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab, de proibir artistas de rua.
CLIQUE AQUI PARA ASSINAR PETIÇÄO EM PROL DOS ARTISTAS DE RUA
Tirem o chapéu para a arte!
Dela, da arte bela, surge a cura da mazela!
Quem duvida pega o artista e manda para a cela!
E a rua chora o pranto de não ver em nenhum canto
Alguém a musicar o dia, a divertir o menino, a menina,
A enfeitar a avenida, triste avenida perdida entre o cinza!
Hoje o palhaço quer chorar.
A música também chora ao tocar.
Mas a tristeza, oh povo! Ela tem que se findar!
E por isso a arte pede licença e invade!
Bate na porta de nosso peito e faz morada lá dentro.
Toma as ruas com euforia, espalha alegria. ALEGRIA!
E decretam que a alegria foi proibida!
Fizeram da arte um réu!
Mas eu, eu peço que tirem o chapéu!
Tirem o chapéu para a arte!
Tirem o chapéu para a arte!
Pois se eu tirar meu chapéu e deixá-lo aqui, à parte,
Se jogarem uma moeda, que triste verdade:
Serei algemado. Mas se são contra essa maldade,
Não se intimidem: TIREM O CHAPÉU PARA A ARTE!!!
*Poesia feita para expressar repúdio à decisão do prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab, de proibir artistas de rua.
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
O MUNDO NOS BRAÇOS DE JÚLIA
Júlia subiu o mais alto que pôde,
Correu e pulou, degrau por degrau,
No topo nada lhe fazia mal.
Era imbatível se estava contente.
E quantos sorrisos que Júlia inspirava!
Do alto todos poderiam ver
O pequeno sorriso de Júlia a nascer,
Brotando nos outros a paz que faltava.
A pequena Júlia era dona da vida,
Correndo, com pressa, à felicidade,
Aquela que foge de nosso compasso.
Enquanto é criança, a Júlia, perdida,
Não sabe do mundo e de sua maldade
E abarca o planeta em seu terno abraço.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
MARIO E A UVA
Abram alas para a uva passar!
Já não há videiras que possam a deter,
Nem fermentação para alcoolizar
Caminhos mais doces que irá fazer.
Vai passar a banda, vai passar,
Vai passar o som antes do show,
Vai passar a uva a desfilar.
No passado fica o que passou.
Ficará passado quem a ver
Tão pequena, a uva, a exibir
Mil sabores a apetecer
Paladares acres a sorrir.
Nessa passarela passará
Uva a uva, todo o caminho.
Oh, Quintana! Tudo irá passar!
Tudo passa. A uva passarinho?
Já não há videiras que possam a deter,
Nem fermentação para alcoolizar
Caminhos mais doces que irá fazer.
Vai passar a banda, vai passar,
Vai passar o som antes do show,
Vai passar a uva a desfilar.
No passado fica o que passou.
Ficará passado quem a ver
Tão pequena, a uva, a exibir
Mil sabores a apetecer
Paladares acres a sorrir.
Nessa passarela passará
Uva a uva, todo o caminho.
Oh, Quintana! Tudo irá passar!
Tudo passa. A uva passarinho?
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
COMO DIGITAR UMA POESIA SEM AS TECLAS TIL E CIRCUNFLEXO
Falar de amor? Esqueça!
Como escrever “coraçao”?
Perde-se toda a beleza
E o til da “emoçao”.
Devo apelar ao lirismo?
Só falar de mim, porque
Fico impossibilitado
De escrever sobre “voce”.
Já lhe tirei o chapéu
E nem foi pra cortejar!
Esse teclado quebrado
Fez cortejo em meu lugar.
Mas será mesmo cortejo
Ou falta de “educaçao”?
Pois lhe roubou o chapéu
E mudou a “expressao”.
Como escrever “coraçao”?
Perde-se toda a beleza
E o til da “emoçao”.
Devo apelar ao lirismo?
Só falar de mim, porque
Fico impossibilitado
De escrever sobre “voce”.
Já lhe tirei o chapéu
E nem foi pra cortejar!
Esse teclado quebrado
Fez cortejo em meu lugar.
Mas será mesmo cortejo
Ou falta de “educaçao”?
Pois lhe roubou o chapéu
E mudou a “expressao”.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
GRATIDÃO À POESIA
Quem mil maravilhas encontrar à vista,
Às cores do horizonte entregar o peito,
Descansar ao instante, qual ameno leito,
Quaisquer mil angústias antes tão malquistas,
Quem tirar do ouro o mérito aprovado
De ser ele o brilho mor da existência
Desmentindo fatos, teses ou ciências
Ao brilhar os olhos mais que o dourado,
Quem honrado for com feito tão virtuoso,
Juro não intentar acometer o fato,
Nem ao menos quero demonstrar desdém,
Mas tais olhos estes que brilham ao ato
Subtraem a nada se meus olhos, gratos,
Veem a poesia e brilham mais além.
Às cores do horizonte entregar o peito,
Descansar ao instante, qual ameno leito,
Quaisquer mil angústias antes tão malquistas,
Quem tirar do ouro o mérito aprovado
De ser ele o brilho mor da existência
Desmentindo fatos, teses ou ciências
Ao brilhar os olhos mais que o dourado,
Quem honrado for com feito tão virtuoso,
Juro não intentar acometer o fato,
Nem ao menos quero demonstrar desdém,
Mas tais olhos estes que brilham ao ato
Subtraem a nada se meus olhos, gratos,
Veem a poesia e brilham mais além.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
ALQUIMIAS E QUIMERAS
Morre não, amiga!
Morre não!
Que se morre
Eu que vou ao chão.
Deixo o pranto cair
Junto comigo
E eu, seu amigo,
Penarei sem escrever.
Isso porque, amiga minha,
Não escrevo sem você.
Morre não, amiga!
Morre não!
Que se morre,
Morro de solidão.
E aí não tem mais pranto,
Nem poeta pra chorar,
Nem verso... só o ponto
Que nos finda, amiga.
Morre não! Que me sustenta!
Viva sempre, poesia!
Morre não!
Que se morre
Eu que vou ao chão.
Deixo o pranto cair
Junto comigo
E eu, seu amigo,
Penarei sem escrever.
Isso porque, amiga minha,
Não escrevo sem você.
Morre não, amiga!
Morre não!
Que se morre,
Morro de solidão.
E aí não tem mais pranto,
Nem poeta pra chorar,
Nem verso... só o ponto
Que nos finda, amiga.
Morre não! Que me sustenta!
Viva sempre, poesia!
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
A ÚLTIMA DANÇA DO POETA
Ele imaginou a cortina abrir,
Viu bailar o corpo qual pluma ao ar.
Essa pluma aos lábios lhe foi pousar
E cerrou os olhos, p'ra melhor sentir.
Pois eram seus lábios o palco mais belo
Onde a bailarina, como jamais vista,
Se entregava plena. E brilhou na pista
Ao dançar na boca do rapaz um beijo.
Todo o permitido era imaginar.
Mas sua vontade não quis se calar:
De tanto gritar se fizera rouca.
Ninguém conseguiu ouvir seu penar
E a vida dura quer apresentar
A tal bailarina dançando outras bocas.
Viu bailar o corpo qual pluma ao ar.
Essa pluma aos lábios lhe foi pousar
E cerrou os olhos, p'ra melhor sentir.
Pois eram seus lábios o palco mais belo
Onde a bailarina, como jamais vista,
Se entregava plena. E brilhou na pista
Ao dançar na boca do rapaz um beijo.
Todo o permitido era imaginar.
Mas sua vontade não quis se calar:
De tanto gritar se fizera rouca.
Ninguém conseguiu ouvir seu penar
E a vida dura quer apresentar
A tal bailarina dançando outras bocas.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
POBRE POETA
Oh, pena! Pobre poeta!
O coitado se encantou.
Foi tentar versar a dança
Mas a dança é que o versou.
Agora o pobre poeta
Ao versar logo imagina
Se é ele o autor do verso
Ou se o verso é a bailarina.
O coitado se encantou.
Foi tentar versar a dança
Mas a dança é que o versou.
Agora o pobre poeta
Ao versar logo imagina
Se é ele o autor do verso
Ou se o verso é a bailarina.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
PRODUTO DA TESE DE UM PENSAMENTO AUTORREFUTÁVEL
Pensando em um sentido para o sentimento,
Sentiu-se o deixar de se sentir.
Sentiu-se o deixar de se sentir.
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