Eu te quis
Como quis a ela.
Você
Por um triz;
Ela
Uma espera.
Entre esta
E aquela,
Entre umas
E outras belas,
Entre o acerto
Que o erro
Não revela
E o erro
Que me desespera,
Eis meu peito:
Servido
À cabidela.
Por Mao Punk: Decidi divulgar poesias minhas por email para alguns amigos. Uma amiga, LOah, criou esse blog com tais poesias e me permitiu editá-lo. VALEU,LOAH! Você me ajudou a expandir a expressão! Eis poesias que escrevi entre 2006 aos dias de hoje. Estão fora de cronologia,mas a expressão é livre para isso! Mais uma vez, valeu, LOah! E obrigado a todxs que leem o blog! Sem vocês a expressão ficaria limitada! PAZ E ANARQUIA!
Respeite a arte! Ao reproduzir em outros lugares a obra de algum artista, cite o autor. Todas as poesias aqui presentes foram escritas por Mao Punk.
Visite também meu blog de textos: RESQUÍCIOS DEPRESSIVOS, SUJOS E NOJENTOS .
Textos que expõem a fragilidade e indecência humanas de forma irônica, metafórica e sem embelezamentos.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
A MATEMÁTICA
Tolice esperar tanto da vida,
Que a vida pouco pode oferecer.
A cada riso dado, uma ferida;
A cada dor sentida, um padecer.
E nós morremos mais do que vivemos.
É tanto que pergunto se é capaz
A falha matemática que temos
De em uma vida só morrermos mais.
Será que para cada nova morte
Precisa-se primeiro renascer?
Se for assim, quão triste é nossa sorte!
Nascemos, todo dia, p'ra morrer.
Que a vida pouco pode oferecer.
A cada riso dado, uma ferida;
A cada dor sentida, um padecer.
E nós morremos mais do que vivemos.
É tanto que pergunto se é capaz
A falha matemática que temos
De em uma vida só morrermos mais.
Será que para cada nova morte
Precisa-se primeiro renascer?
Se for assim, quão triste é nossa sorte!
Nascemos, todo dia, p'ra morrer.
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
SONETO CIENTÍFICO
A arte da ciência é mundo aberto!
De mil conhecimentos há fartura.
De onde não se imaginava a cura,
Empenho nos levara até o acerto.
A humanidade agora chega perto
De alcançar na história mais altura,
O construir de sólida estrutura
Da sapiência é um caminho certo.
Desponta o intelecto desperto
Capaz de descobrir mar no deserto
E a luz da evolução na sombra escura,
Mas mesmo destrinchando-se o incerto,
Ainda assim jamais foi descoberto
Por que tanta beleza em tua figura.
De mil conhecimentos há fartura.
De onde não se imaginava a cura,
Empenho nos levara até o acerto.
A humanidade agora chega perto
De alcançar na história mais altura,
O construir de sólida estrutura
Da sapiência é um caminho certo.
Desponta o intelecto desperto
Capaz de descobrir mar no deserto
E a luz da evolução na sombra escura,
Mas mesmo destrinchando-se o incerto,
Ainda assim jamais foi descoberto
Por que tanta beleza em tua figura.
domingo, 31 de agosto de 2014
ATÉ A MORTE
Andava rasgado,
Cabelo espetado,
As frases no jaco
Dizendo a real.
Colava nas gigs,
Produzia zines,
E pra quem o visse,
Era marginal.
Nas ruas gritava,
P.M. enfrentava,
Seu ato alertava
Sobre a opressão.
Mas poucos notavam,
Pois ignoravam
O que deturpavam
Na televisão.
E articulado
Com interessados
Trocava contatos,
Fazia crescer
A contracultura,
O punk nas ruas.
Ninguém o segura
Disposto a fazer!
E o tempo passando,
O mundo mudando,
E o peito gritando
Que não vai mudar!
A vida acontece,
Responsa aparece,
O caminho endurece,
Parece matar!
Mas nunca esqueceu
Tudo o que viveu
E o que aconteceu
Até o momento.
Sempre consciente,
Ampliando a mente,
Sempre fez presente
Todo o ensinamento.
As roupas mudaram,
Pessoas passaram,
Mil outras chegaram,
Vem nova lição.
É outro horizonte,
É um novo front
E a luta constante
Em seu coração.
Em seu dia-a-dia,
Clamando anarquia,
Quem não conhecia
Passa a admirar.
E o que foi vivido
Num tempo já ido
Continua vivo,
Sempre a renovar.
Não importa a luta
Que agora labuta,
A sua conduta
Sempre vai dizer:
"Foda-se o sistema!
A ideia é certeira!
O peito diz: Êra!
Punk até morrer!"
Cabelo espetado,
As frases no jaco
Dizendo a real.
Colava nas gigs,
Produzia zines,
E pra quem o visse,
Era marginal.
Nas ruas gritava,
P.M. enfrentava,
Seu ato alertava
Sobre a opressão.
Mas poucos notavam,
Pois ignoravam
O que deturpavam
Na televisão.
E articulado
Com interessados
Trocava contatos,
Fazia crescer
A contracultura,
O punk nas ruas.
Ninguém o segura
Disposto a fazer!
E o tempo passando,
O mundo mudando,
E o peito gritando
Que não vai mudar!
A vida acontece,
Responsa aparece,
O caminho endurece,
Parece matar!
Mas nunca esqueceu
Tudo o que viveu
E o que aconteceu
Até o momento.
Sempre consciente,
Ampliando a mente,
Sempre fez presente
Todo o ensinamento.
As roupas mudaram,
Pessoas passaram,
Mil outras chegaram,
Vem nova lição.
É outro horizonte,
É um novo front
E a luta constante
Em seu coração.
Em seu dia-a-dia,
Clamando anarquia,
Quem não conhecia
Passa a admirar.
E o que foi vivido
Num tempo já ido
Continua vivo,
Sempre a renovar.
Não importa a luta
Que agora labuta,
A sua conduta
Sempre vai dizer:
"Foda-se o sistema!
A ideia é certeira!
O peito diz: Êra!
Punk até morrer!"
domingo, 24 de agosto de 2014
NOITE IMAGINADA
Ela
Tão sexy
Na minha frente!
Em meu
Pensamento
Indecente,
O ato
Que infelizmente
Pra ela
Sequer
Veio à mente.
Tão sexy
Na minha frente!
Em meu
Pensamento
Indecente,
O ato
Que infelizmente
Pra ela
Sequer
Veio à mente.
sábado, 23 de agosto de 2014
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
FLOR DA PELE
Eu
À flor da pele.
Na pele,
A flor
Que mal-me-quer,
Que me quer mal.
Despetalei
Até o final.
O beija-flor
Jamais chegou.
À flor da pele.
Na pele,
A flor
Que mal-me-quer,
Que me quer mal.
Despetalei
Até o final.
O beija-flor
Jamais chegou.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
DOU ADEUS AOS DESENGANOS
Dou adeus
Aos desenganos
De meus anos.
Ou, quem sabe,
Até breve
P'ra algum dano
Que se serve.
Que se serve.
Minha mente
Exige greve,
Mas meu peito
Não consegue:
Só trabalha,
Só trabalha...
Não há nada
Que o sossegue!
E assim,
Sem ter sossego,
Ora ou outra,
Quando em quando,
Dou adeus
Aos desenganos.
Mas me engano
Quando o faço,
Pois a cada
Novo passo
Inda bate
O coração.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
DAS NECESSIDADES IMEDIATAS
Não quero saber,
Por ora,
Se algum riso me espera
Lá no fim.
Que espere sentado!
Agora
Estou ocupado
Cuidando de mim.
Por ora,
Se algum riso me espera
Lá no fim.
Que espere sentado!
Agora
Estou ocupado
Cuidando de mim.
domingo, 10 de agosto de 2014
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
PROBLEMA DE COMUNICAÇÃO
Quis te ligar
E ouvir sua voz,
Mas há um problema entre nós:
A operadora
De sua linha
Não é a mesma que a minha.
E ouvir sua voz,
Mas há um problema entre nós:
A operadora
De sua linha
Não é a mesma que a minha.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
EM MEMÓRIA. GRAZIELLE
Um ano faz de tua triste ausência,
Um ano faz dessa saudade infinda,
Um ano faz dessa tragédia vinda,
Desse lamento, dura experiência.
Ainda peno a dor de tua falta,
De não poder ter te abraçado tanto,
Ainda pesa quando cai o pranto,
Ainda é tanta a dor que me arrebata.
A morte leva não só quem falece,
Pois quando a dor da morte não se esquece,
Morre uma parte de quem está vivo.
Mas ao lembrar de abraços que me destes,
Mesmo diante à morte, permanece
Meu coração a pulsar um sorriso.
Um ano faz dessa saudade infinda,
Um ano faz dessa tragédia vinda,
Desse lamento, dura experiência.
Ainda peno a dor de tua falta,
De não poder ter te abraçado tanto,
Ainda pesa quando cai o pranto,
Ainda é tanta a dor que me arrebata.
A morte leva não só quem falece,
Pois quando a dor da morte não se esquece,
Morre uma parte de quem está vivo.
Mas ao lembrar de abraços que me destes,
Mesmo diante à morte, permanece
Meu coração a pulsar um sorriso.
domingo, 27 de julho de 2014
quarta-feira, 23 de julho de 2014
SE EU VERSO ASSIM
Se eu verso assim,
Meio sem jeito,
É que escrevi
O que há no peito.
Se eu verso assim,
Meio sem graça,
É que o sorriso
Me embaraça.
Se eu verso assim
E não me acho,
É que perdido
Fiquei nos cachos.
Mas se escrever
Fez jus à pena,
É que em teu beijo
Achei poema!
segunda-feira, 21 de julho de 2014
NOITE SEM BREU
A bela moça
Temeu a noite.
Pensou no breu.
Ao vê-la, bela,
Este poeta
Não entendeu,
Pois era brilho
Que emanava
Sem hesitar!
E nos seus lábios
Eu vi a noite
Se iluminar.
sábado, 12 de julho de 2014
O QUE ISABELLY NÃO VIU NOS CONTOS
Dos livros muitos buscam do contexto
Achar pelas esquinas, pela estrada,
O amor presente em páginas folheadas
Que fora escrito tanto em cada texto.
E pelos filmes tenta achar pretexto
A alma sonhadora, emocionada,
Para sorrir como se fosse amada
Ao assistir as cenas com apreço.
Em meio às fantasias, reconheço:
Amor igual ao meu eu desconheço,
Que nunca vi amor igual em nada!
Pois deste imenso amor que te ofereço,
Jamais encontrará sequer um terço
Em livros, filmes ou contos de fada.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
POLIVERSOS
Não quero você, nem ninguém.
Eu só quero o que nos convém.
Não quero ser preso ou prender,
Eu só quero o direito de ser.
Não quero ser uma metade,
Ser inteiro é ceder liberdade.
E liberto, eu vos digo assim
Que vos quero libertxs de mim.
Eu só quero o que nos convém.
Não quero ser preso ou prender,
Eu só quero o direito de ser.
Não quero ser uma metade,
Ser inteiro é ceder liberdade.
E liberto, eu vos digo assim
Que vos quero libertxs de mim.
sábado, 28 de junho de 2014
VAI, BRASIL!
Vai, Brasil!
Avante!
Pisando na bola,
Faltas graves,
Impedimento
de direitos sociais.
Vai, Brasil!
Comemora!
Agora!
E lá fora
É a hora
em que o mundo jaz.
Avante!
Pisando na bola,
Faltas graves,
Impedimento
de direitos sociais.
Vai, Brasil!
Comemora!
Agora!
E lá fora
É a hora
em que o mundo jaz.
quarta-feira, 25 de junho de 2014
PRECISO MENCIONAR?
Parece Mentira,
Porém Matam
Pobres, Miseráveis...
- Para, Maluco!
Preso. Mordaça.
Pancadas. Machucados.
Padeço Mudo...
Pad... Mud...
Pa.. Mu..
P.M.
Porém Matam
Pobres, Miseráveis...
- Para, Maluco!
Preso. Mordaça.
Pancadas. Machucados.
Padeço Mudo...
Pad... Mud...
Pa.. Mu..
P.M.
domingo, 22 de junho de 2014
CUPIDO
Cupido carrega flechas de todos os tipos.
Às vezes ele mira, mas nem é no coração.
Às vezes atira só para passar o tempo.
Parece que mira no cu. Só para foder mesmo.
Mira bem no olho do cu... e atira!
Faz os olhos notarem alguém,
Faz a mente viajar, viajar...
Mas a flecha do Cupido não dá coragem,
Não dá impulso para chegar a quem atrai.
É difícil agir quando se tem uma flecha no cu.sexta-feira, 20 de junho de 2014
terça-feira, 17 de junho de 2014
segunda-feira, 16 de junho de 2014
quarta-feira, 11 de junho de 2014
FOLCLORE
Quem vê governo bom
Da vista não presta.
Polícia sendo justa?
Conversa!
Burguês consciente,
Elite decente...
Folclore do mundo,
Aberração!
Dos males do mundo
Prefiro o poeta,
Pois é verdadeiro
Versando ilusão.
Da vista não presta.
Polícia sendo justa?
Conversa!
Burguês consciente,
Elite decente...
Folclore do mundo,
Aberração!
Dos males do mundo
Prefiro o poeta,
Pois é verdadeiro
Versando ilusão.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
CRÍTICA AO SEXOCENTRISMO
Anexaram decência ao falo.
Vivência não é cada passo,
Mas o fim do cabaço.
Viver é um espaço
Entre a vulva e a vagina
Preenchido de gozo,
O cu, de vaselina.
E a vida como é agora
Já não se goza, só se esporra.
Vivência não é cada passo,
Mas o fim do cabaço.
Viver é um espaço
Entre a vulva e a vagina
Preenchido de gozo,
O cu, de vaselina.
E a vida como é agora
Já não se goza, só se esporra.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
POEMA TURVO
O mundo se faz não só de trovas,
O mundo é mais turvo, bem mais torvo,
O mundo é espanto, o mundo é torto.
O mundo é tortura, é dura, é cova.
Humores do mundo, sem amores.
Amores da vida, só rancores.
As cores do dia dançam dores,
As dores da vida brindam morte.
Quem inda se espanta, sangra tudo.
Quem inda se espanta não se estanca.
Quem estanca espanto, as dores tranca.
Quem tranca desgosto desfaz luto.
Não há nisso tudo o que não valha.
Não há nem sequer o que não sirva.
Não há neste mundo quem não siga
E nunca tropece em meio à estrada.
E nunca tropece em meio à estrada.
E assim, de tropeços, torpes erros,
No errante compasso em que me faço,
Se julgo ou se agindo sou julgado,
Nenhuma justiça será feita.
E que não se espere esta justiça!
Pois nada a atiça. E quanto a nós,
Seremos errados toda a vida,
Seremos da vida o próprio algoz.quarta-feira, 21 de maio de 2014
CHÁ PARA ANOS FUTUROS
Quem me apaixona
Trazendo sequela,
E quem na beleza
De ser exagera
Ainda é ela.
Pudera!
Quem não me surge
Depois da espera,
Mas anda comigo
Em toda quimera
Ainda é ela.
Tão bela!
Passam-se versos
E outras mazelas,
Mas quem permanece
No peito e se atrela
Ainda é ela.
Quem dera!
No pensamento,
Nenhuma cautela;
Um segundo se passa
E a cena revela:
Eu e ela...
Trazendo sequela,
E quem na beleza
De ser exagera
Ainda é ela.
Pudera!
Quem não me surge
Depois da espera,
Mas anda comigo
Em toda quimera
Ainda é ela.
Tão bela!
Passam-se versos
E outras mazelas,
Mas quem permanece
No peito e se atrela
Ainda é ela.
Quem dera!
No pensamento,
Nenhuma cautela;
Um segundo se passa
E a cena revela:
Eu e ela...
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