Respeite a arte! Ao reproduzir em outros lugares a obra de algum artista, cite o autor. Todas as poesias aqui presentes foram escritas por Mao Punk.

Visite também meu blog de textos: RESQUÍCIOS DEPRESSIVOS, SUJOS E NOJENTOS .
Textos que expõem a fragilidade e indecência humanas de forma irônica, metafórica e sem embelezamentos.

domingo, 30 de novembro de 2014

FRÁGIL

Fragilidade:
Viver inteiro,
Sentir-se metade.


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

sem título, novembro de 2014

Só estou cansado,
Não pergunte o que há.
Meu peito bem sabe,
Mas não pode parar.

domingo, 9 de novembro de 2014

ENTRE O POETA E O LEITOR

Poesia minha:
Há risco de mim
Em tua linha?


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

AURA


Senti
Uma
Aura
Que sopra
Um sopro
De calma.


      há
           aura.

Laura.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

SOLUÇÃO

Eis a solução para meu problema:
Eu continuo paixão,
Você continua poema.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

MAMÃO NÃO TEM

Você achou que a vida
Era açúcar,
Docinho que se come
Com mamão.

De fato, acertou,
Mas não na fruta:
A vida, sim,
É doce...
               ...ilusão.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

DESALINHADO

Eu
               desalinhado.
               A
Poesia
               pende
                pro
               meu
               lado.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

NECESSINTOMA

Tem dias 
Em que...

          ...só...

...preciso de poesia.
E o resto
É só o resto
De uma antiga agonia.

domingo, 5 de outubro de 2014

MINHA RELAÇÃO

Poesia:
Amor
           Pra toda vida!
Quem me lê
              Não duvida.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O QUE NOS CABE, QUE NÃO SE ACABE

História mal acabada:
Há muito tudo
Pra tanto nada...


terça-feira, 30 de setembro de 2014

A SERVENTIA DOS QUERERES

Eu te quis
Como quis a ela.
Você
Por um triz;
Ela
Uma espera.
Entre esta
E aquela,
Entre umas
E outras belas,
Entre o acerto
Que o erro
Não revela
E o erro
Que me desespera,
Eis meu peito:
Servido
À cabidela.


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

QUASE EM VÃO

Pensei em escrever
À toa.
Quase em vão:

O tédio virou verso,
O verso
Minha razão.



quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A MATEMÁTICA

Tolice esperar tanto da vida,
Que a vida pouco pode oferecer.
A cada riso dado, uma ferida;
A cada dor sentida, um padecer.

E nós morremos mais do que vivemos.
É tanto que pergunto se é capaz
A falha matemática que temos
De em uma vida só morrermos mais.

Será que para cada nova morte
Precisa-se primeiro renascer?
Se for assim, quão triste é nossa sorte!
Nascemos, todo dia, p'ra morrer.


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

SONETO CIENTÍFICO

A arte da ciência é mundo aberto!
De mil conhecimentos há fartura.
De onde não se imaginava a cura,
Empenho nos levara até o acerto.

A humanidade agora chega perto
De alcançar na história mais altura,
O construir de sólida estrutura
Da sapiência é um caminho certo.

Desponta o intelecto desperto
Capaz de descobrir mar no deserto
E a luz da evolução na sombra escura,

Mas mesmo destrinchando-se o incerto,
Ainda assim jamais foi descoberto
Por que tanta beleza em tua figura.


domingo, 31 de agosto de 2014

PERMISSÃO

Essa vida
Maldita
É simples, meu bem:

Quem se permite
Consegue
Ir além.


ATÉ A MORTE

Andava rasgado,
Cabelo espetado,
As frases no jaco
Dizendo a real.
Colava nas gigs,
Produzia zines,
E pra quem o visse,
Era marginal.

Nas ruas gritava,
P.M. enfrentava,
Seu ato alertava
Sobre a opressão.
Mas poucos notavam,
Pois ignoravam
O que deturpavam
Na televisão.

E articulado
Com interessados
Trocava contatos,
Fazia crescer
A contracultura,
O punk nas ruas.
Ninguém o segura
Disposto a fazer!

E o tempo passando,
O mundo mudando,
E o peito gritando
Que não vai mudar!
A vida acontece,
Responsa aparece,
O caminho endurece,
Parece matar!

Mas nunca esqueceu
Tudo o que viveu
E o que aconteceu
Até o momento.
Sempre consciente,
Ampliando a mente,
Sempre fez presente
Todo o ensinamento.

As roupas mudaram,
Pessoas passaram,
Mil outras chegaram,
Vem nova lição.
É outro horizonte,
É um novo front
E a luta constante
Em seu coração.

Em seu dia-a-dia,
Clamando anarquia,
Quem não conhecia
Passa a admirar.
E o que foi vivido
Num tempo já ido
Continua vivo,
Sempre a renovar.

Não importa a luta
Que agora labuta,
A sua conduta
Sempre vai dizer:
"Foda-se o sistema!
A ideia é certeira!
O peito diz: Êra!
Punk até morrer!"


domingo, 24 de agosto de 2014

NOITE IMAGINADA

Ela
Tão sexy
Na minha frente!
Em meu
Pensamento
Indecente,
O ato
Que infelizmente
Pra ela
Sequer
Veio à mente.




sábado, 23 de agosto de 2014

CAL(OR)(ADO)

Que pena!
Nós dois
A sós
E talvez
Dois desejos
Sem voz...


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

PASSAPORTE-CORTESIA

Merda feia,
Merda bela...
Não me importa:
Vá a ela!


FLOR DA PELE

Eu
À flor da pele.
Na pele,
A flor
Que mal-me-quer,
Que me quer mal.
Despetalei
Até o final.
O beija-flor
Jamais chegou.




quarta-feira, 13 de agosto de 2014

DOU ADEUS AOS DESENGANOS

Dou adeus
Aos desenganos
De meus anos.
Ou, quem sabe,
Até breve
P'ra algum dano
Que se serve.
Minha mente
Exige greve,
Mas meu peito
Não consegue:
Só trabalha,
Só trabalha...
Não há nada
Que o sossegue!
E assim,
Sem ter sossego,
Ora ou outra,
Quando em quando,
Dou adeus
Aos desenganos.
Mas me engano
Quando o faço,
Pois a cada
Novo passo
Inda bate
O coração.


terça-feira, 12 de agosto de 2014

DAS NECESSIDADES IMEDIATAS

Não quero saber,
Por ora,
Se algum riso me espera
Lá no fim.

Que espere sentado!
Agora
Estou ocupado
Cuidando de mim.



domingo, 10 de agosto de 2014

INVARIÁVEL

Deixa a vida doer, pessoa!
Não há em quem    
                          a vida não doa.


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

PROBLEMA DE COMUNICAÇÃO

Quis te ligar
E ouvir sua voz,
Mas há um problema entre nós:

A operadora
De sua linha
Não é a mesma que a minha.


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

EM MEMÓRIA. GRAZIELLE

Um ano faz de tua triste ausência,
Um ano faz dessa saudade infinda,
Um ano faz dessa tragédia vinda,
Desse lamento, dura experiência.

Ainda peno a dor de tua falta,
De não poder ter te abraçado tanto,
Ainda pesa quando cai o pranto,
Ainda é tanta a dor que me arrebata.

A morte leva não só quem falece,
Pois quando a dor da morte não se esquece,
Morre uma parte de quem está vivo.

Mas ao lembrar de abraços que me destes,
Mesmo diante à morte, permanece
Meu coração a pulsar um sorriso.


domingo, 27 de julho de 2014

quarta-feira, 23 de julho de 2014

SE EU VERSO ASSIM

Se eu verso assim,
Meio sem jeito,
É que escrevi
O que há no peito.

Se eu verso assim,
Meio sem graça,
É que o sorriso
Me embaraça.

Se eu verso assim
E não me acho,
É que perdido
Fiquei nos cachos.

Mas se escrever
Fez jus à pena,
É que em teu beijo
Achei poema!


segunda-feira, 21 de julho de 2014

NOITE SEM BREU

A bela moça
Temeu a noite.
Pensou no breu.

Ao vê-la, bela,
Este poeta
Não entendeu,

Pois era brilho
Que emanava
Sem hesitar!

E nos seus lábios
Eu vi a noite
Se iluminar.

sábado, 12 de julho de 2014

O QUE ISABELLY NÃO VIU NOS CONTOS

Dos livros muitos buscam do contexto
Achar pelas esquinas, pela estrada,
O amor presente em páginas folheadas
Que fora escrito tanto em cada texto.

E pelos filmes tenta achar pretexto
A alma sonhadora, emocionada,
Para sorrir como se fosse amada
Ao assistir as cenas com apreço.

Em meio às fantasias, reconheço:
Amor igual ao meu eu desconheço,
Que nunca vi amor igual em nada!

Pois deste imenso amor que te ofereço,
Jamais encontrará sequer um terço
Em livros, filmes ou contos de fada.


quarta-feira, 9 de julho de 2014

POLIVERSOS

Não quero você, nem ninguém.
Eu só quero o que nos convém.

Não quero ser preso ou prender,
Eu só quero o direito de ser.

Não quero ser uma metade,
Ser inteiro é ceder liberdade.

E liberto, eu vos digo assim
Que vos quero libertxs de mim.