Fragilidade:
Viver inteiro,
Sentir-se metade.
Por Mao Punk: Decidi divulgar poesias minhas por email para alguns amigos. Uma amiga, LOah, criou esse blog com tais poesias e me permitiu editá-lo. VALEU,LOAH! Você me ajudou a expandir a expressão! Eis poesias que escrevi entre 2006 aos dias de hoje. Estão fora de cronologia,mas a expressão é livre para isso! Mais uma vez, valeu, LOah! E obrigado a todxs que leem o blog! Sem vocês a expressão ficaria limitada! PAZ E ANARQUIA!
Respeite a arte! Ao reproduzir em outros lugares a obra de algum artista, cite o autor. Todas as poesias aqui presentes foram escritas por Mao Punk.
Visite também meu blog de textos: RESQUÍCIOS DEPRESSIVOS, SUJOS E NOJENTOS .
Textos que expõem a fragilidade e indecência humanas de forma irônica, metafórica e sem embelezamentos.
domingo, 30 de novembro de 2014
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
sem título, novembro de 2014
Só estou cansado,
Não pergunte o que há.
Meu peito bem sabe,
Mas não pode parar.
Não pergunte o que há.
Meu peito bem sabe,
Mas não pode parar.
domingo, 9 de novembro de 2014
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
terça-feira, 28 de outubro de 2014
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
MAMÃO NÃO TEM
Você achou que a vida
Era açúcar,
Docinho que se come
Com mamão.
De fato, acertou,
Mas não na fruta:
A vida, sim,
É doce...
...ilusão.
Era açúcar,
Docinho que se come
Com mamão.
De fato, acertou,
Mas não na fruta:
A vida, sim,
É doce...
...ilusão.
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
terça-feira, 7 de outubro de 2014
NECESSINTOMA
Tem dias
Em que......só...
...preciso de poesia.
E o resto
É só o resto
De uma antiga agonia.
domingo, 5 de outubro de 2014
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
terça-feira, 30 de setembro de 2014
A SERVENTIA DOS QUERERES
Eu te quis
Como quis a ela.
Você
Por um triz;
Ela
Uma espera.
Entre esta
E aquela,
Entre umas
E outras belas,
Entre o acerto
Que o erro
Não revela
E o erro
Que me desespera,
Eis meu peito:
Servido
À cabidela.
Como quis a ela.
Você
Por um triz;
Ela
Uma espera.
Entre esta
E aquela,
Entre umas
E outras belas,
Entre o acerto
Que o erro
Não revela
E o erro
Que me desespera,
Eis meu peito:
Servido
À cabidela.
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
A MATEMÁTICA
Tolice esperar tanto da vida,
Que a vida pouco pode oferecer.
A cada riso dado, uma ferida;
A cada dor sentida, um padecer.
E nós morremos mais do que vivemos.
É tanto que pergunto se é capaz
A falha matemática que temos
De em uma vida só morrermos mais.
Será que para cada nova morte
Precisa-se primeiro renascer?
Se for assim, quão triste é nossa sorte!
Nascemos, todo dia, p'ra morrer.
Que a vida pouco pode oferecer.
A cada riso dado, uma ferida;
A cada dor sentida, um padecer.
E nós morremos mais do que vivemos.
É tanto que pergunto se é capaz
A falha matemática que temos
De em uma vida só morrermos mais.
Será que para cada nova morte
Precisa-se primeiro renascer?
Se for assim, quão triste é nossa sorte!
Nascemos, todo dia, p'ra morrer.
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
SONETO CIENTÍFICO
A arte da ciência é mundo aberto!
De mil conhecimentos há fartura.
De onde não se imaginava a cura,
Empenho nos levara até o acerto.
A humanidade agora chega perto
De alcançar na história mais altura,
O construir de sólida estrutura
Da sapiência é um caminho certo.
Desponta o intelecto desperto
Capaz de descobrir mar no deserto
E a luz da evolução na sombra escura,
Mas mesmo destrinchando-se o incerto,
Ainda assim jamais foi descoberto
Por que tanta beleza em tua figura.
De mil conhecimentos há fartura.
De onde não se imaginava a cura,
Empenho nos levara até o acerto.
A humanidade agora chega perto
De alcançar na história mais altura,
O construir de sólida estrutura
Da sapiência é um caminho certo.
Desponta o intelecto desperto
Capaz de descobrir mar no deserto
E a luz da evolução na sombra escura,
Mas mesmo destrinchando-se o incerto,
Ainda assim jamais foi descoberto
Por que tanta beleza em tua figura.
domingo, 31 de agosto de 2014
ATÉ A MORTE
Andava rasgado,
Cabelo espetado,
As frases no jaco
Dizendo a real.
Colava nas gigs,
Produzia zines,
E pra quem o visse,
Era marginal.
Nas ruas gritava,
P.M. enfrentava,
Seu ato alertava
Sobre a opressão.
Mas poucos notavam,
Pois ignoravam
O que deturpavam
Na televisão.
E articulado
Com interessados
Trocava contatos,
Fazia crescer
A contracultura,
O punk nas ruas.
Ninguém o segura
Disposto a fazer!
E o tempo passando,
O mundo mudando,
E o peito gritando
Que não vai mudar!
A vida acontece,
Responsa aparece,
O caminho endurece,
Parece matar!
Mas nunca esqueceu
Tudo o que viveu
E o que aconteceu
Até o momento.
Sempre consciente,
Ampliando a mente,
Sempre fez presente
Todo o ensinamento.
As roupas mudaram,
Pessoas passaram,
Mil outras chegaram,
Vem nova lição.
É outro horizonte,
É um novo front
E a luta constante
Em seu coração.
Em seu dia-a-dia,
Clamando anarquia,
Quem não conhecia
Passa a admirar.
E o que foi vivido
Num tempo já ido
Continua vivo,
Sempre a renovar.
Não importa a luta
Que agora labuta,
A sua conduta
Sempre vai dizer:
"Foda-se o sistema!
A ideia é certeira!
O peito diz: Êra!
Punk até morrer!"
Cabelo espetado,
As frases no jaco
Dizendo a real.
Colava nas gigs,
Produzia zines,
E pra quem o visse,
Era marginal.
Nas ruas gritava,
P.M. enfrentava,
Seu ato alertava
Sobre a opressão.
Mas poucos notavam,
Pois ignoravam
O que deturpavam
Na televisão.
E articulado
Com interessados
Trocava contatos,
Fazia crescer
A contracultura,
O punk nas ruas.
Ninguém o segura
Disposto a fazer!
E o tempo passando,
O mundo mudando,
E o peito gritando
Que não vai mudar!
A vida acontece,
Responsa aparece,
O caminho endurece,
Parece matar!
Mas nunca esqueceu
Tudo o que viveu
E o que aconteceu
Até o momento.
Sempre consciente,
Ampliando a mente,
Sempre fez presente
Todo o ensinamento.
As roupas mudaram,
Pessoas passaram,
Mil outras chegaram,
Vem nova lição.
É outro horizonte,
É um novo front
E a luta constante
Em seu coração.
Em seu dia-a-dia,
Clamando anarquia,
Quem não conhecia
Passa a admirar.
E o que foi vivido
Num tempo já ido
Continua vivo,
Sempre a renovar.
Não importa a luta
Que agora labuta,
A sua conduta
Sempre vai dizer:
"Foda-se o sistema!
A ideia é certeira!
O peito diz: Êra!
Punk até morrer!"
domingo, 24 de agosto de 2014
NOITE IMAGINADA
Ela
Tão sexy
Na minha frente!
Em meu
Pensamento
Indecente,
O ato
Que infelizmente
Pra ela
Sequer
Veio à mente.
Tão sexy
Na minha frente!
Em meu
Pensamento
Indecente,
O ato
Que infelizmente
Pra ela
Sequer
Veio à mente.
sábado, 23 de agosto de 2014
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
FLOR DA PELE
Eu
À flor da pele.
Na pele,
A flor
Que mal-me-quer,
Que me quer mal.
Despetalei
Até o final.
O beija-flor
Jamais chegou.
À flor da pele.
Na pele,
A flor
Que mal-me-quer,
Que me quer mal.
Despetalei
Até o final.
O beija-flor
Jamais chegou.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
DOU ADEUS AOS DESENGANOS
Dou adeus
Aos desenganos
De meus anos.
Ou, quem sabe,
Até breve
P'ra algum dano
Que se serve.
Que se serve.
Minha mente
Exige greve,
Mas meu peito
Não consegue:
Só trabalha,
Só trabalha...
Não há nada
Que o sossegue!
E assim,
Sem ter sossego,
Ora ou outra,
Quando em quando,
Dou adeus
Aos desenganos.
Mas me engano
Quando o faço,
Pois a cada
Novo passo
Inda bate
O coração.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
DAS NECESSIDADES IMEDIATAS
Não quero saber,
Por ora,
Se algum riso me espera
Lá no fim.
Que espere sentado!
Agora
Estou ocupado
Cuidando de mim.
Por ora,
Se algum riso me espera
Lá no fim.
Que espere sentado!
Agora
Estou ocupado
Cuidando de mim.
domingo, 10 de agosto de 2014
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
PROBLEMA DE COMUNICAÇÃO
Quis te ligar
E ouvir sua voz,
Mas há um problema entre nós:
A operadora
De sua linha
Não é a mesma que a minha.
E ouvir sua voz,
Mas há um problema entre nós:
A operadora
De sua linha
Não é a mesma que a minha.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
EM MEMÓRIA. GRAZIELLE
Um ano faz de tua triste ausência,
Um ano faz dessa saudade infinda,
Um ano faz dessa tragédia vinda,
Desse lamento, dura experiência.
Ainda peno a dor de tua falta,
De não poder ter te abraçado tanto,
Ainda pesa quando cai o pranto,
Ainda é tanta a dor que me arrebata.
A morte leva não só quem falece,
Pois quando a dor da morte não se esquece,
Morre uma parte de quem está vivo.
Mas ao lembrar de abraços que me destes,
Mesmo diante à morte, permanece
Meu coração a pulsar um sorriso.
Um ano faz dessa saudade infinda,
Um ano faz dessa tragédia vinda,
Desse lamento, dura experiência.
Ainda peno a dor de tua falta,
De não poder ter te abraçado tanto,
Ainda pesa quando cai o pranto,
Ainda é tanta a dor que me arrebata.
A morte leva não só quem falece,
Pois quando a dor da morte não se esquece,
Morre uma parte de quem está vivo.
Mas ao lembrar de abraços que me destes,
Mesmo diante à morte, permanece
Meu coração a pulsar um sorriso.
domingo, 27 de julho de 2014
quarta-feira, 23 de julho de 2014
SE EU VERSO ASSIM
Se eu verso assim,
Meio sem jeito,
É que escrevi
O que há no peito.
Se eu verso assim,
Meio sem graça,
É que o sorriso
Me embaraça.
Se eu verso assim
E não me acho,
É que perdido
Fiquei nos cachos.
Mas se escrever
Fez jus à pena,
É que em teu beijo
Achei poema!
segunda-feira, 21 de julho de 2014
NOITE SEM BREU
A bela moça
Temeu a noite.
Pensou no breu.
Ao vê-la, bela,
Este poeta
Não entendeu,
Pois era brilho
Que emanava
Sem hesitar!
E nos seus lábios
Eu vi a noite
Se iluminar.
sábado, 12 de julho de 2014
O QUE ISABELLY NÃO VIU NOS CONTOS
Dos livros muitos buscam do contexto
Achar pelas esquinas, pela estrada,
O amor presente em páginas folheadas
Que fora escrito tanto em cada texto.
E pelos filmes tenta achar pretexto
A alma sonhadora, emocionada,
Para sorrir como se fosse amada
Ao assistir as cenas com apreço.
Em meio às fantasias, reconheço:
Amor igual ao meu eu desconheço,
Que nunca vi amor igual em nada!
Pois deste imenso amor que te ofereço,
Jamais encontrará sequer um terço
Em livros, filmes ou contos de fada.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
POLIVERSOS
Não quero você, nem ninguém.
Eu só quero o que nos convém.
Não quero ser preso ou prender,
Eu só quero o direito de ser.
Não quero ser uma metade,
Ser inteiro é ceder liberdade.
E liberto, eu vos digo assim
Que vos quero libertxs de mim.
Eu só quero o que nos convém.
Não quero ser preso ou prender,
Eu só quero o direito de ser.
Não quero ser uma metade,
Ser inteiro é ceder liberdade.
E liberto, eu vos digo assim
Que vos quero libertxs de mim.
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