Respeite a arte! Ao reproduzir em outros lugares a obra de algum artista, cite o autor. Todas as poesias aqui presentes foram escritas por Mao Punk.

Visite também meu blog de textos: RESQUÍCIOS DEPRESSIVOS, SUJOS E NOJENTOS .
Textos que expõem a fragilidade e indecência humanas de forma irônica, metafórica e sem embelezamentos.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

INAPETÊNCIA

Pensei demais
Na vida.
Sobrou comida.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

DESANDANÇA

Algo em nós dois desanda
E foge do que é o certo.
E isso me leva à sua boca,
E isso nos traz para perto.


INCOMPATÍVEIS

Não combinamos em nada.
Mas como são boas
As coisas não combinadas!


sábado, 31 de janeiro de 2015

TRAVESSIA

Sinta-me
Ou sinto muito.


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

SOBRE BARCOS E MISTÉRIOS

“De onde veio o mundo?”,
Alguns indagam inquietos.
“E sobre o universo,
Como é que surgiu tudo?”,

“O sentido da vida?”,
“Aonde vamos todos?”,
“Surgiu primeiro o ovo
Ou antes a galinha?”.

Nada disso interessa,
Pois há outro mistério,
Um caso bem mais sério
A se sanar depressa.

Eu busco entendimento:
Quem é essa garota
Que ao beijar minha boca
Toma meu pensamento?


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

OBSTINAÇÃO

Não viva como quem aguarda risos,
Nem ria como se sorrir bastasse.
A vida é cruel em seu impasse,
E quem duvida logo perde o siso.

Não há felicidade que é eterna,
Nem mesmo bem-estar que não termine.
Não há sequer sorriso que sublime
E que não finde a alguma dor interna.

Viver é isso e nada além do exposto.
Viver é contratempo, é contragosto,
É dor que nunca há de ser vencida.

E quem se desespera por tal sorte,
Que possa aguardar por sua morte,
Porém eu me obstino à minha vida!


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

PARA VIVER

Querer viver
É para poucos.
É preciso considerar
Os sufocos,
Os quase ocultos
Risos bobos
E a incerteza
Do novo.
É preciso
Sangue frio
E alma
Para aquecer
O vazio.
É preciso,
Sem motivo,
Morrer a todo momento,
Abraçar o tormento,
Jogar ao vento,
Como em despedida,
A própria vida.


sábado, 17 de janeiro de 2015

CAIR

Cair,
Cair do céu,
Cair sem pressa.
Cair como quem plana,
Cair pleno.
Cair como quem voa
Em desespero
Para o céu infinito
De um chão belo.

Cair,
Como uma pluma,
Cair leve,
Cair como do céu
Se cai a neve,
Cair como uma estrela
Que ilumina.
Cair como se o chão
Ficasse acima.

Cair,
Cair macio,
Cair eterno.
Cair feito cair
Fosse minha meta.
Cair, pois quem não tomba
Não respira
E nunca poderia
Ser poeta.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

VERSOS DA INCERTEZA

Cuidado!
Poeta vivendo
É tiro dado.

Poeta:
Viver é um tiro,
Morrer é a meta.



sábado, 3 de janeiro de 2015

DUAS MORTES E UMA VIDA EM UM MOMENTO

Morreu um
Receio
Na morte
Do anseio:
Um beijo
Nasceu.



sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

RUAS A ATRAVESSAR

Tanta gente querendo entrar,
Tanta rua pra atravessar,
Tanto riso para sorrir,
Tanto medo pra deixar ir.

Tanto eu. Tanto aqui. Tanto há. Tanto sou.

"Tanto faz" já não me apraz.


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

ANTES DE RESSUSCITAR

Por um momento,
O caos morto.
Num beijo
Eu tive conforto.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

SEM FUTURO

Pelo andar dos dias, assumo:
Para mim não há futuro.
Tudo o que tenho é hoje.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

AOS CAMINHOS DE ISABELLY

Não temas esta dor que ora aperta,
Nem mesmo a incerteza que se trama,
Sequer sejas vencida frente ao drama,
Não deixes à tristeza a porta aberta.

Não penses sobre a dor deste poeta,
Pois a dor de poeta se declama,
Mas digo ao desespero que te inflama:
A tua dor à minha mais me acerta!

Portanto, à tua calma esteja alerta
E a todo sentimento que te cerca.
Não te afogues na dor que se derrama,

Nem deixes tua alma ser deserta.
E quando tu sentires que és completa,
Farás feliz aquele que te ama!




domingo, 14 de dezembro de 2014

AMOR EM DIAS ÚTEIS

Conformado às voltas que a vida dá.
Nas adversidades hei de aceitar
Esse nosso amor que não sossega
E que jamais desvaneceu.

E quando o final de semana chegar,
Tentar entender sem lamentar
Que são os dias em que se entrega
A quem mais te mereceu...


sábado, 6 de dezembro de 2014

DELÍRIO

Poema que eu quis fazer
Não saiu.
Restou versar
O que nunca se viu:

Minha boca,
Rimando tua boca,
Sorriu.



domingo, 30 de novembro de 2014

FRÁGIL

Fragilidade:
Viver inteiro,
Sentir-se metade.


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

sem título, novembro de 2014

Só estou cansado,
Não pergunte o que há.
Meu peito bem sabe,
Mas não pode parar.

domingo, 9 de novembro de 2014

ENTRE O POETA E O LEITOR

Poesia minha:
Há risco de mim
Em tua linha?


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

AURA


Senti
Uma
Aura
Que sopra
Um sopro
De calma.


      há
           aura.

Laura.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

SOLUÇÃO

Eis a solução para meu problema:
Eu continuo paixão,
Você continua poema.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

MAMÃO NÃO TEM

Você achou que a vida
Era açúcar,
Docinho que se come
Com mamão.

De fato, acertou,
Mas não na fruta:
A vida, sim,
É doce...
               ...ilusão.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

DESALINHADO

Eu
               desalinhado.
               A
Poesia
               pende
                pro
               meu
               lado.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

NECESSINTOMA

Tem dias 
Em que...

          ...só...

...preciso de poesia.
E o resto
É só o resto
De uma antiga agonia.

domingo, 5 de outubro de 2014

MINHA RELAÇÃO

Poesia:
Amor
           Pra toda vida!
Quem me lê
              Não duvida.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O QUE NOS CABE, QUE NÃO SE ACABE

História mal acabada:
Há muito tudo
Pra tanto nada...


terça-feira, 30 de setembro de 2014

A SERVENTIA DOS QUERERES

Eu te quis
Como quis a ela.
Você
Por um triz;
Ela
Uma espera.
Entre esta
E aquela,
Entre umas
E outras belas,
Entre o acerto
Que o erro
Não revela
E o erro
Que me desespera,
Eis meu peito:
Servido
À cabidela.


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

QUASE EM VÃO

Pensei em escrever
À toa.
Quase em vão:

O tédio virou verso,
O verso
Minha razão.



quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A MATEMÁTICA

Tolice esperar tanto da vida,
Que a vida pouco pode oferecer.
A cada riso dado, uma ferida;
A cada dor sentida, um padecer.

E nós morremos mais do que vivemos.
É tanto que pergunto se é capaz
A falha matemática que temos
De em uma vida só morrermos mais.

Será que para cada nova morte
Precisa-se primeiro renascer?
Se for assim, quão triste é nossa sorte!
Nascemos, todo dia, p'ra morrer.


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

SONETO CIENTÍFICO

A arte da ciência é mundo aberto!
De mil conhecimentos há fartura.
De onde não se imaginava a cura,
Empenho nos levara até o acerto.

A humanidade agora chega perto
De alcançar na história mais altura,
O construir de sólida estrutura
Da sapiência é um caminho certo.

Desponta o intelecto desperto
Capaz de descobrir mar no deserto
E a luz da evolução na sombra escura,

Mas mesmo destrinchando-se o incerto,
Ainda assim jamais foi descoberto
Por que tanta beleza em tua figura.