Respeite a arte! Ao reproduzir em outros lugares a obra de algum artista, cite o autor. Todas as poesias aqui presentes foram escritas por Mao Punk.

Visite também meu blog de textos: RESQUÍCIOS DEPRESSIVOS, SUJOS E NOJENTOS .
Textos que expõem a fragilidade e indecência humanas de forma irônica, metafórica e sem embelezamentos.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

LEMA

Poema,
Que nada tema!
E se há temor,
Por favor,
Seja lema!

Faça a dor
Ser a flor!
Faça a pena
Escrever com fervor
Um poema!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

PODERIA DIZER QUE ERA A MORTE, ISABELLY...

Horas em que a morte está onde me vejo.
Ronda-me à penumbra, falta-me saída.
Em meu desespero por achar partida,
Não sei discernir se luto ou me rastejo.

Como se a morte aproveitasse o ensejo,
Toma-me no colo, entranha-me a ferida.
Sinto que é chegada a minha despedida
E não mais reluto à dor, apenas deixo

Que o castigo venha pelo que almejo,
O pavor me assombre em seu último beijo,
Que mate a existência outrora dolorida!

Eis que a morte ataca e tenta meu despejo.
Mas se por ventura morro de desejo,
Vem tua atenção e me recobre a vida!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

AMOR DE POESIA

Amo de verdade.
Amo! Como eu amo!
Não como nos filmes,
Livros ou romances.
Amo de verdade!
Amo noutro plano!
Como nos poemas!
Amo, amo, amo...

domingo, 17 de fevereiro de 2013

SONETO DOS VINTE E CINCO ANOS

Tenho vinte e cinco anos mal vividos
Para tanto sentimento que me invade.
Mesmo se tivesse séculos de idade
Jamais caberiam neles meus sentidos.

Tenho vinte e cinco mil versos sofridos,
Tantas vinte e cinco mil outras saudades,
Vinte e cinco mil são as felicidades
Que por vinte e cinco anos têm surgido.

Sendo assim, jamais seria concedido
Um viver que não tivesse em si contido
Um punhado de sentimentalidades.

Mas hoje sorri à noite um riso infindo
E o fiz de um jeito que fui permitindo
Que durasse em mim por uma eternidade.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

SONETO RETICENTE DO ALENTO

Poderia apresentar belos dizeres,
Arriscar versar minha vida em um soneto,
Resumir em duas quadras, dois tercetos
Duas mil ternuras, mil e dois sofreres!

Mas qual poesia tem estes poderes?
Jamais poderia haver contentamento!
Tantos são os anos, mais os sentimentos!
Onde caberiam tantos mil viveres?

Mas se aqui coubessem estes pareceres,
Posso admitir para todos os seres:
De nada adianta se este é meu intento!

Tu estás em mim, vivendo em meus quereres,
És alento meu, se escrevo é para veres
Que um poema é pouco para meu alento...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

ENTREGA ETERNA

Na poesia eu sou o que quero:
Amante, tratante,
Sou verso sincero!

Entrego-me àquilo que nunca terei,
Eu tenho aquilo ao que não me entreguei.

Na poesia sorrio lamento,
Parado, alado,
Eu voo ao vento!

E toda tristeza parece sorrir,
A lágrima é verso que pode existir.

Na poesia não existe culpa,
Eu faço, refaço
O que ofende, o que insulta!

A todo feitio que por acaso doa,
Vem a poesia e releva, perdoa.

Na poesia me sinto acolhido,
Desejo e me vejo
Sem ser reprimido.

Se achar que o poema só me disfarçou,
Eu digo: é nos versos que sou quem eu sou!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

DAS MUDANÇAS

De que adianta
Mudar de vida,
Mudar de tudo,
Mudar sem fim,
Se a vida muda,
Se tudo muda,
Mas não se muda
Você de mim?


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

POESIA FEITA DE PAPEL

Minha poesia é feita de papel,
Papel de presente ou de tempo que for;
Embrulha amarguras, risos, pedra, flor,
Enfeita o vazio do tamanho do céu!

Minha poesia é feita de papel,
Há de ser o meu papel versar amor!
Quantos mil papéis preciso p'ra compor
Toda poesia que há jogada ao léu?

Meu papel espelho; verso: meu pincel
Colorindo em letras o que apareceu
Refletido em mim, o que desabrochou.

Minha poesia é feita de papel,
No entanto afirmo, dos poemas meus,
Ninguém poderá rasgar o que restou!